O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) defendeu que o governo de Mato Grosso converse com a Assembleia Legislativa antes de enviar a proposta que pretende fundir secretarias estaduais, parte da reforma administrativa anunciada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para o início do próximo mandato. Segundo o parlamentar, cortes mais profundos de gastos podem exigir alteração na Lei Orçamentária Anual de 2027, já aprovada.
A reforma estudada pelo governo prevê reduzir o número de secretarias, enxugar cargos de primeiro e segundo escalão e integrar estruturas, com economia estimada em até R$ 1 bilhão por ano. Entre as possibilidades em análise estão a junção da Secretaria de Fazenda com a de Planejamento e Gestão, a incorporação da pasta de Assistência Social pela Casa Civil, a absorção da área de Ciência e Tecnologia pela Educação e a integração da Secretaria de Agricultura Familiar à de Desenvolvimento Econômico.
Avallone afirmou que a medida pode tornar a máquina pública mais funcional, mas ponderou que mudanças de maior alcance esbarram no orçamento. “Talvez tenha que fazer uma modificação na LOA”, disse o deputado, ao sugerir que o governador trate do assunto com os parlamentares antes de formalizar o projeto. A revisão de despesas, segundo ele, pode alcançar cargos comissionados e secretarias adjuntas.
O desenho da reforma está a cargo de um grupo de dez servidores de carreira, com participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União). O governo associa a urgência das mudanças à transição do ICMS para o novo Imposto sobre Bens e Serviços, que pode reduzir a arrecadação estadual nos próximos anos e mexer com incentivos fiscais como o Prodeic. Pivetta afirmou que o estudo deve ficar pronto nos próximos dias e que parte da equipe atual não será mantida.
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