A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso convocou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Gomes de Figueiredo, para prestar esclarecimentos sobre a possível exoneração de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A oitiva está marcada para a próxima terça (31), às 10h, na sala das comissões da Casa.
A convocação foi formalizada por meio do Requerimento nº 200/2026, protocolado no dia 25 de março, após trabalhadores do Samu procurarem o Legislativo para relatar mudanças na estrutura do serviço. Segundo os relatos apresentados à comissão, os desligamentos devem ocorrer entre os dias 31 de março e 10 de abril e podem atingir condutores, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
De acordo com o documento, a previsão é de não renovação de 56 contratos, sendo 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem. Há ainda a indicação de que os cortes podem continuar até julho, o que, na avaliação dos denunciantes, pode comprometer o funcionamento do serviço, principalmente na região metropolitana.
Outro ponto levantado é que cerca de 90% da força de trabalho atual do Samu seria composta por profissionais contratados, o que amplia o impacto das exonerações. A comissão também recebeu informações de que bases operacionais podem ser desativadas, o que reduziria a cobertura e aumentaria o tempo de resposta em atendimentos de urgência.
O requerimento menciona ainda o cancelamento de treinamentos e a ausência de novos processos seletivos, o que levanta questionamentos sobre a reposição das equipes. Trabalhadores relataram à comissão que profissionais com experiência no atendimento pré-hospitalar estariam sendo desligados sem garantia de substituição por equipes com qualificação equivalente.
A justificativa apresentada de forma extraoficial, segundo o documento, estaria relacionada ao período político. A comissão aponta que eventuais mudanças estruturais no serviço podem impactar diretamente a qualidade do atendimento prestado à população.
O Samu integra a rede de atenção às urgências do Sistema Único de Saúde (SUS) e opera com financiamento tripartite, com recursos da União, estados e municípios. Por se tratar de um serviço essencial, os parlamentares defendem a necessidade de esclarecimentos formais por parte da Secretaria de Estado de Saúde sobre as medidas adotadas.









