A Assembleia Legislativa de Mato Grosso recebeu nesta terça-feira a mensagem do governo estadual com a proposta de Revisão Geral Anual dos servidores públicos. Poucas horas depois, o presidente da Casa, o deputado Max Russi (PSB), convocou uma sessão extraordinária para esta quarta-feira, às 15h, com o objetivo de votar o reajuste e permitir que o novo índice seja incluído ainda na folha de pagamento de janeiro.
Segundo o presidente do Legislativo, a convocação respeita o compromisso firmado de garantir ao menos 24 horas entre o protocolo da matéria e a votação em plenário. Além da RGA, também estão na pauta as contas do governo do Estado e do Tribunal de Contas. A intenção, de acordo com Russi, é concluir a apreciação rapidamente e devolver o projeto ao Executivo sem atrasos.
Embora o governo tenha encaminhado inicialmente a proposta de correção de 4,26%, o presidente da Assembleia afirmou que há articulação entre os deputados para tentar ampliar o percentual. A estratégia, segundo ele, é construir um entendimento direto com o governador para evitar vetos e assegurar a aplicação do reajuste ainda neste mês.
Max Russi reconheceu que o Estado enfrenta limitações financeiras, mas defendeu a necessidade de reduzir a defasagem salarial acumulada pelos servidores. Ele informou que pretende reunir todos os parlamentares antes da sessão e, em seguida, retomar o diálogo com o Palácio Paiaguás em busca de um acordo possível dentro da realidade fiscal.
As negociações também estão sendo acompanhadas pela base governista. O líder do governo na Assembleia, o deputado Dilmar Dal Bosco (União), afirmou que as tratativas começaram na semana passada e avançaram após reuniões recentes com o governador Mauro Mendes e integrantes do Executivo.
Segundo Dal Bosco, a Casa Civil e a equipe econômica ainda devem realizar uma última rodada de conversas antes da votação. Ele explicou que, caso o governo identifique margem para elevar o índice, a alternativa seria o envio de um texto substitutivo pelo próprio Executivo, já que a Assembleia não pode aumentar salários do Executivo por iniciativa própria sem risco de inconstitucionalidade.
A expectativa dos parlamentares é fechar um consenso até a sessão desta quarta-feira, garantindo um reajuste possível dentro das contas do Estado e evitando atrasos no pagamento aos servidores.










