19 de Setembro de 2026
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Sem Rótulo Sábado, 19 de Setembro de 2026, 11:11 - A | A

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Apuração dos votos

TRE limita a 20 o número de jornalistas na sala de totalização dos votos em MT

A sala onde os votos serão totalizados comporta 170 pessoas, e partidos terão de fazer rodízio quando a ocupação chegar a 80%

TREMT

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A Comissão Apuradora das Eleições Gerais de 2026 fixou em 170 pessoas a lotação máxima do espaço destinado à apuração e à totalização dos votos na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em Cuiabá, e limitou a 20 o número de profissionais de imprensa que podem atuar ao mesmo tempo no local. A portaria foi publicada nesta sexta-feira (18) no Diário da Justiça Eletrônico e vale para o primeiro turno e para o eventual segundo. A justificativa é o tamanho do ambiente, que exige controle de fluxo e rodízio para evitar aglomeração e proteger a rede privativa de tecnologia da informação.

Os 20 jornalistas entram na conta dos 170. O credenciamento da imprensa ficará exclusivamente a cargo da Assessoria de Comunicação Social do tribunal, que também controla o cadastro das entidades inscritas para divulgar os resultados oficiais.

Partidos que disputam a eleição isoladamente, federações e coligações poderão indicar até quatro delegados cada para atuar no tribunal. A OAB-MT e a Procuradoria Regional Eleitoral também terão direito a quatro nomes. Quando a ocupação da sala chegar a 80% do limite, cada partido, federação ou coligação passará a manter apenas um representante por vez, com substituição entre os credenciados. Esses limites podem ser ampliados se houver espaço, mediante pedido fundamentado e tratamento igual entre as legendas.

A indicação dos delegados precisa ser feita até 29 de setembro, pelo e-mail [email protected]. A mensagem deve informar nome completo, CPF, título de eleitor e celular de cada credenciado, e ser assinada pelo presidente do diretório nacional ou estadual, por representante legalmente constituído ou, no caso de coligação, por quem a representa perante a Justiça Eleitoral. Quem se credenciar para o primeiro turno segue credenciado para o segundo, com possibilidade de troca de nomes até três dias antes da votação.

Candidatos podem pedir credencial até a véspera de cada turno, pelo mesmo endereço. O acesso deles dependerá do espaço disponível e será feito por ordem de chegada, com prioridade para quem se credenciou antes e com rodízio. Acompanhantes não entram, salvo no caso do atendimento prioritário garantido a pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida, idosos, gestantes e lactantes, que têm lugar reservado no recinto. A Comissão de Credenciamento vai enviar às forças de segurança que farão bloqueios viários no entorno do prédio a lista dos candidatos registrados, apenas para liberar a passagem, com uso restrito dos dados.

A portaria detalha o que não pode ser feito na sala. Ninguém credenciado pode falar diretamente com os operadores dos sistemas, conectar equipamentos à rede do tribunal, mexer em cabos e equipamentos, entrar nas áreas reservadas à tecnologia da informação ou usar aparelhos capazes de interferir nos sistemas, inclusive bloqueadores de sinal. Reclamações técnicas devem ser apresentadas por escrito à Comissão Apuradora. Celulares e computadores pessoais são permitidos, mas fotos e vídeos seguem orientação da Assessoria de Comunicação e da Secretaria de Tecnologia da Informação, e é proibido registrar telas de operação, credenciais de acesso e dados de eleitores.

A credencial é pessoal, intransferível e deve ficar visível. O uso indevido e o descumprimento das regras autorizam a retirada imediata do crachá, em caráter cautelar, com decisão final da presidência da comissão. Quem tiver o credenciamento negado ou a credencial recolhida pode pedir reconsideração em um dia, sem que isso suspenda a medida. Juízes do tribunal, juízes auxiliares das eleições, juízes eleitorais da capital e do interior e o procurador regional eleitoral têm acesso preferencial, mas passam pelo mesmo registro de entrada.

O texto é assinado pelo desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, que preside a comissão em substituição, e pelos juízes Juliana Maria da Paixão Araújo e Pérsio Oliveira Landim. Missões de observação eleitoral autorizadas pelo TSE precisam avisar o tribunal com pelo menos três dias de antecedência. A votação ocorre em 4 de outubro.

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