Quatro instituições federais de Mato Grosso vão receber R$ 912.977 a mais para pagar benefícios de seus servidores e dependentes. O reforço beneficia a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá. Os valores estão na Portaria GM/MPO 432/2026, assinada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (8).
O dinheiro tem destino fechado. As dotações cobrem assistência médica e odontológica ou benefícios obrigatórios de servidores e dependentes, e não podem ser usadas para abrir cursos, fazer obras, criar vagas, realizar concursos ou ampliar o atendimento do hospital.
O IFMT fica com a maior parte, R$ 512 mil, todos destinados aos benefícios obrigatórios dos servidores e dependentes. A UFMT recebe R$ 200.027 e a UFR, R$ 172.215, nos dois casos para assistência médica e odontológica. O Hospital Júlio Müller ganha R$ 28.735, também para assistência à saúde dos servidores, com recursos do orçamento da seguridade social.
As quatro dotações estão registradas como despesas no Estado de Mato Grosso e são bancadas com recursos livres do Tesouro. Nenhuma instituição federal com sede no Estado teve verba cancelada na mesma portaria.
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O valor destinado a Mato Grosso representa menos de 0,1% do crédito suplementar de R$ 1,42 bilhão aberto pelo governo federal para dezenas de órgãos do Executivo. Quase todo o crédito foi bancado pelo cancelamento de outras despesas previstas no Orçamento de 2026. Entre os maiores reforços do mesmo ato estão R$ 436,1 milhões remanejados dentro do Fundo Constitucional do Distrito Federal, R$ 198,9 milhões para o INSS, com R$ 156,3 milhões destinados a perícias judiciais, e R$ 82 milhões para indenizações a anistiados políticos.






