O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso recebeu 61 denúncias de assédio eleitoral ao longo de 2026, das quais 31 foram apresentadas nos três dias seguintes ao segundo turno, realizado no domingo (25). Os dados integram um balanço divulgado pelo órgão nesta semana e consideram o período de 1º de janeiro a 28 de outubro.
Cuiabá concentra o maior número de registros, com 20 denúncias, à frente de Sinop, com nove, e de Barra do Garças, com sete. Em seguida aparecem Rondonópolis, com quatro, e Várzea Grande, com três. Outras quinze localidades do Estado reuniram uma ou duas ocorrências cada.
O assédio eleitoral se caracteriza quando empregadores tentam influenciar o voto de trabalhadores, seja por pressão, ameaça de demissão ou promessa de vantagem ligada à escolha de candidatos. A conduta pode gerar responsabilização na Justiça do Trabalho, com aplicação de multas e indenizações.
A partir das denúncias deste ano, o Ministério Público do Trabalho abriu 25 inquéritos civis e expediu 31 recomendações a empresas e responsáveis. O acompanhamento desses procedimentos pode avançar para ações judiciais, conforme o resultado das apurações.
Para efeito de comparação, as eleições gerais de 2022 haviam registrado 119 denúncias em Mato Grosso, envolvendo cerca de 80 empregadores, com desdobramento em doze ações civis públicas e onze liminares. Já as eleições municipais de 2024 somaram 21 registros. Denúncias podem ser feitas pelo canal do órgão na internet ou diretamente na Procuradoria Regional do Trabalho em Mato Grosso.
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