31 de Outubro de 2026
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Cidades Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026, 17:35 - A | A

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PRESO NO DESEMBARQUE

Fiscal de obras de Sinop é preso ao desembarcar de viagem ao exterior em operação do Gaeco

Prisão ocorreu na volta de uma viagem à República Dominicana, dentro da segunda fase da Operação Mãos à Obra, que apura suposto esquema de corrupção na prefeitura

Da Redação

foto: AGN

Fiscal de Sinop volta da República Dominicana e é preso pelo Gaeco no aeroporto

Fiscal de Sinop volta da República Dominicana e é preso pelo Gaeco no aeroporto

O fiscal de obras da Prefeitura de Sinop Eliseu Rodrigues de Carvalho foi preso na quinta-feira (29), ao desembarcar de uma viagem à República Dominicana, no Aeroporto Municipal Presidente João Batista Figueiredo, em Sinop, dentro da segunda fase da Operação Mãos à Obra, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ofensiva apura um suposto esquema de corrupção na análise e na aprovação de projetos imobiliários no município.

Deflagrada na quarta-feira (28), a nova fase teve cinco mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. Na mesma decisão, a Justiça determinou o afastamento de seis servidores municipais de suas funções e o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens dos investigados, valor que, segundo o Gaeco, serve de garantia a eventual ressarcimento e não significa que a quantia tenha sido desviada.

De acordo com o Gaeco, o grupo investigado favorecia empresários do setor da construção por meio de irregularidades no exame e na liberação de empreendimentos, entre 2017 e 2026, com atuação ligada à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. As apurações apontam que servidores públicos teriam flexibilizado exigências e acelerado aprovações em benefício de interesses privados.

A primeira fase da operação havia sido realizada no fim de julho, com três mandados de busca e apreensão. Na ocasião, um servidor foi preso em flagrante com uma pistola de calibre 6.35 e 21 munições. As duas etapas integram a mesma investigação sobre a concessão de licenças e alvarás no município.

As prisões preventivas, os afastamentos e o bloqueio de bens são medidas cautelares decididas em primeira instância e cabem recurso. Os investigados respondem ao processo sem condenação definitiva, e cabe à defesa apresentar sua versão ao longo da apuração.

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