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Cidades Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026, 17:14 - A | A

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Reforma

Com aluguel acima de R$ 16 mil, Previvag aposta em sede própria

Presidente diz que instituto já gastou R$ 1,2 milhão com aluguel desde 2018 e que obra de cerca de R$ 3 milhões será paga com custeio administrativo, sem mexer no fundo de aposentadorias

Rojane Marta/Fatos de MT

Morador de Várzea Grande que acompanha os números do Previvag tem um dado para colocar na conta: desde 2018, o instituto desembolsou R$ 1.216.992,83 com aluguel. Ao defender a reforma do prédio próprio, a presidente Sumaia Leite de Almeida afirmou que a decisão foi tomada para interromper uma despesa contínua que, segundo ela, não vira patrimônio. “Optamos por investir em um bem público que permanecerá como patrimônio da autarquia”, disse.

Sumaia detalhou que, em 2026, o aluguel do imóvel atualmente ocupado varia entre R$ 16.177,78 e R$ 16.903,07, conforme reajustes contratuais. A previsão de gasto apenas neste ano, segundo ela, é de R$ 199.907,68. Mantida a locação até o fim de 2026, a presidente estima que o total pago desde 2018 chegaria a cerca de R$ 1,4 milhão.

A reforma, de acordo com a gestora, tem custo estimado de aproximadamente R$ 3 milhões e prazo contratual de 180 dias, mas a administração trabalha com uma meta mais agressiva para concluir a entrega até 30 de março de 2026. Questionada sobre a existência de estudo formal de amortização, Sumaia afirmou que não houve cálculo matemático específico, mas que a decisão considerou o histórico de gastos com aluguel, o fato de o instituto já possuir imóvel e a necessidade de adequações estruturais. “Do ponto de vista da gestão pública, investir em patrimônio próprio é medida mais adequada do que manter despesa permanente com locação”, declarou.

Um dos pontos que geraram questionamentos na discussão pública foi um pagamento de R$ 758 mil realizado em janeiro. A presidente disse que o valor corresponde a etapas já executadas e atestadas. “Nenhum pagamento é realizado sem medição técnica, relatório de execução e documentação fiscal”, afirmou. Ela acrescentou que a fiscalização segue cronograma físico-financeiro, com registros fotográficos, boletins de medição e atesto técnico antes de qualquer liquidação de despesa.

Sumaia também rebateu dúvidas sobre impacto nos benefícios previdenciários e afirmou que os recursos usados na obra não interferem no pagamento de aposentadorias e pensões. “Os recursos da obra são provenientes exclusivamente do custeio administrativo do instituto. Não houve utilização de recursos do fundo previdenciário destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões”, disse, ao mencionar que a segregação contábil é respeitada.

Sobre o projeto, a presidente informou que a reforma inclui adequações de infraestrutura do prédio, reorganização dos espaços administrativos, acessibilidade e melhorias nas instalações elétricas, lógicas e de segurança, conforme memorial descritivo e projeto executivo. Ela afirmou ainda que há responsáveis técnicos com ART ou RRT e equipe de fiscalização designada por ato administrativo.

Ao tratar de transparência, Sumaia declarou que contrato, extratos, empenhos e informações administrativas estão disponíveis no Portal da Transparência, com acesso aos órgãos de controle. “Os segurados também podem solicitar informações adicionais mediante requerimento formal”, disse.

Na parte institucional, a presidente afirmou que o Previvag mantém acompanhamento atuarial periódico e destacou a obtenção da certificação Pró-Gestão RPPS Nível 1 em 2025, após auditoria externa. Segundo ela, a meta é buscar o Nível 2 em 2026, com reforço de governança e controle interno. “O objetivo da gestão é consolidar um instituto previdenciário tecnicamente estruturado, transparente e comprometido com a segurança dos benefícios de aposentados e pensionistas”, afirmou.

Ao final, a presidente afirmou que a reforma é uma decisão estratégica para reduzir despesas continuadas e fortalecer o instituto. “O Previvag é um patrimônio dos servidores municipais de Várzea Grande. Nosso compromisso é garantir estabilidade, segurança e transparência”, disse, ao declarar que a gestão está à disposição da Câmara e dos órgãos de controle para esclarecimentos.

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