As prefeituras de Mato Grosso que esperam dinheiro do Estado para reformar unidades básicas de saúde (UBS) só vão saber se foram escolhidas em 2027. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) adiou de 3 de novembro de 2026 para 1º de março de 2027 a divulgação do resultado preliminar da seleção do programa Juntos pela Saúde Plena. O novo cronograma consta do segundo comunicado de prorrogação do edital de reforma das UBS, publicado no Diário Oficial do Estado de 28 de outubro. A mesma alteração estende até 30 de novembro o prazo para os municípios aderirem.
Pelas novas datas, a homologação da seleção deve sair até 15 de março, e os termos de compromisso com as prefeituras escolhidas estão previstos para 5 de abril de 2027. A assinatura desse termo é a etapa que permite à SES formalizar o repasse dos recursos. Com o adiamento, nenhuma obra do programa deve começar antes do segundo trimestre do ano que vem.
A mudança no calendário acontece num momento de pouca procura pela modalidade. Segundo balanço divulgado pela SES em outubro, até o dia 16 daquele mês o edital de reforma tinha recebido 14 propostas, de 12 municípios. O estado tem 142 municípios. Na mesma data, a SES informou que os editais do componente de infraestrutura já tinham sido prorrogados até 30 de outubro.
A reforma de UBS integra o terceiro componente do Juntos pela Saúde Plena, programa lançado pelo governo do estado em maio de 2026 para fortalecer a atenção primária. O mesmo componente financia a construção de novas unidades e a compra de veículos 4x4 para as secretarias municipais de saúde. Até 16 de outubro, segundo a SES, o edital de construção tinha 30 propostas de 21 municípios, e o de veículos, 58 propostas de 52 municípios.
Os outros dois componentes do programa já têm adesão de todas as prefeituras. Um deles premia os municípios e profissionais com melhores resultados nos indicadores da atenção básica, com repasses extras e valores de até R$ 5 mil. O outro trata do planejamento do atendimento nas macrorregiões de saúde, com prioridade para a linha de cuidado materno-infantil.
O comunicado de prorrogação não informa o motivo do adiamento, quanto o Estado reservou para as reformas nem quantas unidades poderão ser atendidas.
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