19 de Março de 2026
00:00:00

Cidades Quinta-feira, 19 de Março de 2026, 08:50 - A | A

Quinta-feira, 19 de Março de 2026, 08h:50 - A | A

Caso Viviane Fidelis

Guipa questiona perícia e cobra resposta do governo sobre caso Viviane; Mauro Mendes reage

Jornalista cobra apuração fora de Mato Grosso e governador Mauro Mendes diz que vai exigir rigor das instituições

Rojane Marta/Fatos de MT

O jornalista e apresentador da RDTV, Guilherme Pallesi, o Guipa, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando uma nova perícia e o aprofundamento das investigações sobre a morte da advogada Viviane de Souza Fidelis, encontrada morta em setembro de 2025 em seu apartamento em Cuiabá. No conteúdo, ele ecoa a posição da família, que contesta a hipótese inicial de suicídio e pede que um novo exame seja realizado fora de Mato Grosso. A pressão ocorre em um caso que já teve novo exame de necropsia solicitado pelo Ministério Público e ainda aguarda desdobramentos periciais. 

No vídeo, Pallesi faz um apelo direto ao governador Mauro Mendes e afirma que vai acompanhar o caso de perto. Ele sustenta que a primeira perícia foi rápida demais, questiona o fato de a análise inicial ter apontado suicídio e destaca que, depois, um novo exame passou a ser tratado como inconclusivo, segundo a versão divulgada pela família e por conteúdos publicados nas redes. O apresentador também defende que a nova perícia seja feita em outro estado, sob o argumento de que isso daria mais segurança e credibilidade ao resultado. 

A fala do jornalista reforça pontos que já vinham sendo levantados pelos familiares de Viviane desde o fim de 2025. Entre eles estão a contestação da versão de suicídio, a alegação de falhas na preservação da cena e o questionamento sobre a atuação da perícia e da investigação policial. Reportagens publicadas em dezembro registraram que a família passou a cobrar publicamente uma apuração mais rigorosa e que o Ministério Público requisitou novo exame de necropsia após esses questionamentos. 

No material divulgado por Pallesi, também são mencionadas suspeitas levantadas pela família em relação ao ex-namorado de Viviane, que encontrou o corpo junto com uma vizinha, e à possibilidade de influência política no caso. Até dezembro de 2025, porém, ele seguia tratado como testemunha na investigação, segundo reportagens publicadas à época, enquanto a Polícia Civil informava que o inquérito havia sido encaminhado ao Judiciário e que novas diligências requeridas pelo Ministério Público estavam em andamento. 

Após a repercussão do vídeo, Mauro Mendes respondeu nas redes sociais. O governador afirmou que, por ocupar o cargo, não pode interferir diretamente em investigações policiais, porque isso seria ilegal. Disse, no entanto, que vai cobrar novamente “o máximo de rigor, eficiência e celeridade” das forças de segurança e das instituições envolvidas para que o caso seja esclarecido. 

Família cria perfil “casovivianefidelis” - A família da advogada Viviane de Souza Fidelis passou a mobilizar as redes sociais em busca de esclarecimentos sobre a morte da profissional. Para pressionar por respostas, foi criado o perfil no Instagram “casovivianefidelis”, onde familiares divulgam vídeos e publicações cobrando a continuidade das investigações e questionando a atuação de órgãos responsáveis pela apuração.

Nas publicações, os familiares apontam inconsistências nos laudos periciais e falhas na condução da investigação. Em um dos vídeos, afirmam que, em menos de 24 horas após a morte, o caso já era tratado como suicídio, sem que houvesse, segundo eles, uma apuração aprofundada.

Outro ponto levantado diz respeito à preservação da cena. De acordo com os relatos divulgados na página, o corpo teria sido retirado da posição original antes da chegada da perícia, o que, segundo a família, comprometeria a análise técnica.

Também são questionados procedimentos adotados durante a investigação, como o manuseio de objetos da vítima e a forma como provas teriam sido coletadas.

Em uma das publicações, a família afirma que laudos apontaram presença de material genético masculino sob as unhas da advogada, mas sem identificação conclusiva. Os familiares questionam se houve falha na cadeia de custódia das evidências.

Os vídeos ainda sustentam que os exames realizados não conseguiram determinar de forma definitiva a causa da morte, o que, para a família, reforça a necessidade de nova perícia.

Diante disso, os familiares pedem que o caso seja reavaliado e que novos exames sejam realizados, inclusive fora do Estado.

 

 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 

Um post compartilhado por Fatos de Mato Grosso (@fatosdematogrosso)

Comente esta notícia

65 99690-6990 65 99249-7359

contato@fatosdematogrosso.com.br