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Cidades Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 09:42 - A | A

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INFRAESTRUTURA RURAL

Nova Mutum contrata pavimentação de 39 km de estradas por R$ 38,8 milhões

O contrato ficou 10% abaixo do valor estimado na licitação e terá dinheiro da Sinfra, da prefeitura e de produtores rurais

Rojane Marta/Fatos de MT

Prefeitura de Nova Mutum

Nova Mutum contrata pavimentação de 39 km de estradas por R$ 38,8 milhões

Nova Mutum contrata pavimentação de 39 km de estradas por R$ 38,8 milhões

A Prefeitura de Nova Mutum contratou a MTSUL Construções Ltda. por R$ 38.865.091,47 para implantar e pavimentar as rodovias municipais NMT-235 e NMT-136. O trecho tem cerca de 39 quilômetros, entre o entroncamento com a BR-163 e a região da Linha Prodecer, e dá acesso ao Pontal do Marape. O contrato nº 112/2026 resulta da Concorrência nº 15/2026, foi assinado em 22 de setembro e vale até 31 de dezembro de 2028. O extrato só foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (21), quase um mês depois.

O valor final ficou R$ 4,4 milhões abaixo da estimativa da licitação, de R$ 43,3 milhões, um desconto de 10,2%. Pela composição divulgada pela prefeitura quando abriu a concorrência, o Estado entra com R$ 35,1 milhões, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), e o município com R$ 8,2 milhões de contrapartida. O cronograma previa até 18 meses de obra.

Parte da contrapartida municipal deve sair do bolso de produtores rurais. Um decreto do prefeito Leandro Félix (União), apoiado na Lei Municipal nº 3.003, regulamentou a colaboração financeira de quem tem propriedade às margens das duas estradas. O valor de cada produtor é calculado pela matrícula do imóvel e pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR) e pode ser pago em até quatro parcelas. Segundo a prefeitura, a adesão é voluntária, a qualidade da obra não depende do valor pago por cada produtor e haverá devolução se o custo cair ou o projeto se tornar inviável.

A obra inclui aterro compactado, base e sub-base, revestimento asfáltico, meio-fio e drenagem. No estudo técnico, a prefeitura justificou que o tráfego pesado e o clima desgastam a estrada de terra: na seca, a poeira atrapalha a circulação, e na chuva o barro pode impedir a passagem de moradores, do transporte escolar e dos caminhões que escoam a safra.

A MTSUL, sediada em Cuiabá, tem histórico recente de disputas com o próprio Estado, que financia a maior parte desta obra. Em agosto, a Sinfra rescindiu o contrato da rodovia MT-170, entre Castanheira e Colniza, executado por um consórcio de que a empresa faz parte. A secretaria aplicou multas e impediu a construtora de contratar com o Estado por dois anos. As sanções foram suspensas por medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), a pedido da empresa, que atribui os problemas da obra às chuvas e a mudanças de projeto feitas com aval do governo. A empresa também integra o consórcio que ficou com a concessão de 634 quilômetros de rodovias estaduais homologada em setembro.

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