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Cidades Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 16:38 - A | A

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CALOR EXTREMO

Onda de calor começa neste sábado e pode levar Cuiabá aos 41 °C

Alerta de grande perigo começa neste sábado e segue até quarta-feira; Inmet prevê máximas de 41 °C em Cuiabá no domingo e na segunda.

Rojane Marta/Fatos de MT

Ilustração/Canva

calor extremo

Cuiabá, Várzea Grande e outros 64 municípios de Mato Grosso estarão sob alerta vermelho de onda de calor a partir das 12h deste sábado (26). O aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), classificado como de grande perigo, segue até as 18h de quarta-feira (30), com previsão de temperaturas pelo menos 5 °C acima da média por cinco dias consecutivos. Na Capital, as máximas podem chegar a 41 °C no domingo (27) e na segunda-feira (28).

O episódio será a primeira onda de calor da primavera de 2026, iniciada na terça-feira (22). Em Mato Grosso, o alerta alcança áreas do centro e do sul do estado. O aviso também abrange Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e partes de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em Cuiabá, a temperatura sobe rapidamente neste fim de semana. Depois de máxima prevista de 36 °C nesta sexta-feira (25), os termômetros podem chegar a 39 °C no sábado e atingir 41 °C nos dois dias seguintes.

Segundo o Inmet, uma onda de calor é caracterizada quando as temperaturas máximas permanecem pelo menos 5 °C acima da média climatológica durante cinco dias consecutivos.

Uma das condições que favorecem o episódio é a intensificação de uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai. O sistema altera a circulação dos ventos e favorece o transporte de ar quente para áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Nas camadas mais altas da atmosfera, uma circulação anticiclônica também deverá favorecer a permanência da massa de ar quente. Essa configuração, associada ao chamado domo de calor, dificulta a renovação do ar e ajuda a manter as temperaturas elevadas durante vários dias.

A previsão é de que o calor acima da média persista até quarta-feira. A partir daí, uma nova frente fria deverá alterar o padrão atmosférico no centro-sul do país e favorecer a redução das temperaturas em parte das áreas atingidas.

O alerta ocorre na mesma semana em que o Climate Impact Lab (CIL) divulgou uma projeção de 13,3 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no Brasil entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, em comparação com um período de temperaturas consideradas normais.

O levantamento, intitulado "451.000 em risco", relaciona a projeção às temperaturas associadas ao atual Super El Niño. No mundo, a estimativa chega a 451 mil mortes adicionais nos primeiros nove meses do fenômeno, até fevereiro de 2027.

Segundo os pesquisadores, a temperatura média da superfície terrestre pode ficar 1,2 °C acima do normal nos próximos meses, com 44% mais dias de calor extremo do que seria esperado em um ano comum.

No Brasil, o período de maior risco é o verão. Das 13,3 mil mortes adicionais projetadas entre setembro e fevereiro, aproximadamente 8 mil estão concentradas entre dezembro e fevereiro.

Os números são projeções estatísticas de excesso de mortalidade associada às temperaturas, e não uma contagem de mortes já ocorridas.

O cálculo utiliza pesquisas que relacionam temperatura e mortalidade em 24.378 regiões do mundo e aplica os resultados às previsões sazonais de temperatura. A referência utilizada para definir as condições normais é a média entre 1996 e 2025.

Entre as medidas apontadas para reduzir os efeitos do calor extremo estão sistemas de alerta, acompanhamento de pessoas vulneráveis, pontos de hidratação, locais de resfriamento, proteção de trabalhadores expostos ao sol e preparação dos serviços de saúde.

O Inmet recomenda acompanhar as atualizações dos avisos meteorológicos, já que a intensidade, a duração e a área atingida podem ser alteradas conforme novas informações sejam incorporadas aos modelos de previsão.

 

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