A conta de luz de outubro chega sem cobrança extra. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (25) a bandeira verde para o próximo mês, encerrando uma sequência de cinco meses de bandeira amarela, de maio a setembro, período em que o consumidor pagou R$ 1,885 a mais a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Para uma família com consumo de 200 kWh, a mudança representa cerca de R$ 3,77 a menos na fatura, sem contar impostos.
A melhora veio da chuva. Com o início da transição entre os períodos seco e úmido nas principais bacias hidrográficas, o volume de precipitação aumentou nas regiões Sul e Sudeste e estabilizou o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Com mais água armazenada, o Operador do sistema pode reduzir o acionamento das usinas termelétricas, que geram energia a um custo mais alto e são a razão da cobrança adicional.
Em 2026, a bandeira verde vigorou de janeiro a abril. A amarela foi acionada em maio, quando o período seco começou a pesar sobre os reservatórios, e permaneceu até setembro. Outubro reabre o ciclo sem sobretaxa.
O sistema de bandeiras foi criado pela Aneel em 2015 para mostrar ao consumidor, mês a mês, quanto custa gerar energia no país. A cor reflete o custo variável da produção, que depende da disponibilidade de água nos reservatórios, do avanço das fontes renováveis e da necessidade de acionar termelétricas. Além da verde, existem três patamares de cobrança: amarela, com R$ 1,885 por 100 kWh, vermelha patamar 1, com R$ 4,463, e vermelha patamar 2, com R$ 7,877.
A definição vale para todo o país e é aplicada pelas distribuidoras nas faturas emitidas em outubro. Uma nova avaliação será feita pela Aneel no fim do mês para definir a bandeira de novembro.
Confira as últimas notícias do Fatos (CLIQUE AQUI)







