A Polícia Militar de Mato Grosso se despediu nesta terça-feira (22) da 1ª sargento Miriã Bortolini Biazi, morta na segunda-feira (21), aos 35 anos, após tratamento contra leucemia. O caixão foi transportado sobre uma viatura do Corpo de Bombeiros, coberto de flores, em cortejo acompanhado por policiais militares. "Hoje, a farda se despede de uma guerreira", escreveu o Grupamento de Apoio ao Policiamento da corporação, ao divulgar imagens da homenagem.
Miriã foi diagnosticada em fevereiro deste ano e precisou deixar Cuiabá para se tratar em São Paulo. Passou por quatro meses de quimioterapia e recebeu, em junho, um transplante de medula óssea doada pelo irmão, considerado compatível. Em entrevista concedida depois do procedimento, resumiu a experiência com uma frase: "É como se eu nascesse de novo".
Ao longo do tratamento, ela precisou receber plaquetas e hemácias e transformou a própria situação em campanha. Nas redes sociais e em entrevistas, pedia que as pessoas doassem sangue e se cadastrassem no registro nacional de doadores de medula. O apelo repercutiu entre colegas de corporação e chegou a mobilizar doações em Cuiabá. Leia matéria relacionada: Sargento da PM-MT enfrenta leucemia em SP e faz apelo por doadores de medula em MT
Quem quiser se tornar doador de medula óssea precisa fazer o cadastro em um hemocentro, onde é feita uma coleta de sangue para exames e inclusão no banco nacional. Também é possível doar sangue, procedimento que leva cerca de meia hora e não exige agendamento em todas as unidades.
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