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ENERGIA INSTÁVEL

Prefeito de Sorriso cobra Energisa após novas quedas e oscilações de energia

Prefeito reuniu concessionária, Ministério Público, Câmara e entidades empresariais para discutir a oferta de energia em uma cidade que cresceu 40% em cinco anos

Da Redação

Sorriso

reuniao sorriso

A Prefeitura de Sorriso voltou a cobrar da Energisa Mato Grosso investimentos para garantir energia elétrica estável no município, depois que novas oscilações foram registradas em vários pontos da cidade. O prefeito Alei Fernandes (União Brasil) recebeu na sexta-feira (9) o assessor de Assuntos Institucionais da concessionária, Luiz Carlos Moreira Júnior, e uma equipe técnica da empresa. A reunião teve a presença de representantes da Promotoria de Justiça, da Câmara de Vereadores, do Procon municipal, do Sindicato Rural, da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

O prefeito usou o crescimento do município para justificar a cobrança. Segundo ele, dados do Governo de Mato Grosso mostram que Sorriso passou de 85 mil para mais de 120 mil habitantes nos últimos cinco anos, e o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 302% no período. “É um crescimento acelerado, por isso chamamos a equipe da Energisa para debater as necessidades do município junto com vários setores para que possamos construir estratégias que atendam e cresçam junto com a demanda da nossa população”, afirmou.

O representante da Energisa disse que acompanha a situação de Sorriso desde 2024 e atribuiu parte do problema ao modelo de abastecimento. “Somos uma distribuidora, recebemos uma carga da Eletronorte que repassamos aos municípios; ainda em 2024 procuramos o Ministério de Minas e Energia e ressaltamos que é necessário pensar cada região de acordo com seu crescimento e não como um todo, pois a necessidade é diferente em cada região do país”, declarou.

Moreira Júnior também citou a subestação Alphaville, que entrou em operação em abril com investimento de mais de R$ 35 milhões da concessionária. Com a nova estrutura, a capacidade de fornecimento de energia na cidade passou de 150 megawatts (MW) para 200 MW.

Alei Fernandes reconheceu que o trabalho conjunto com a Energisa trouxe resultados, mas disse que novas demandas aparecem à medida que a cidade cresce. O tema já vinha sendo discutido entre a prefeitura e a concessionária e voltou à pauta com as quedas e variações de energia registradas nas últimas semanas.

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