Quem chegar ao dia 4 de outubro sem o título de eleitor em mãos vai poder baixar e ativar o e-Título na hora, no próprio domingo da votação. A mudança foi anunciada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, na sessão plenária de quinta-feira (24), e vale tanto para o primeiro turno quanto para o segundo, marcado para 25 de outubro onde houver. Nas eleições anteriores, o download e o primeiro acesso ao aplicativo eram suspensos no dia do pleito como medida preventiva contra a sobrecarga do sistema, o que deixava sem alternativa digital quem só se lembrava do documento na porta da seção.
A aposta do TSE é que a infraestrutura reforçada dê conta do pico de acessos. "Quanto mais serviços digitais oferecemos, maior é a nossa responsabilidade de garantir que eles estejam disponíveis quando o eleitorado deles precisar. Nossa equipe manterá a sala de prontidão de hoje até que se ultimem as eleições no dia 25 de outubro, para que possamos acompanhar de perto o funcionamento do e-Título e para assegurarmos que os serviços digitais permaneçam disponíveis e estáveis", disse Nunes Marques.
A recomendação oficial, porém, continua a mesma: baixar e ativar o aplicativo antes da eleição. A ativação antecipada reduz a demanda concentrada no dia da votação e permite ao eleitor conferir com calma seus dados e o local de votação. O e-Título só substitui o documento de identificação na urna para quem tem biometria cadastrada e fotografia digital no cadastro eleitoral; nos demais casos, o aplicativo serve para localizar a seção, mas é preciso apresentar um documento oficial com foto.
A nova versão do aplicativo, usado por mais de 60 milhões de pessoas, concentra serviços que antes exigiam ida ao cartório ou acesso ao site: emissão do título e de certidões eleitorais, justificativa de ausência às urnas, inscrição como mesário voluntário e pagamento de multas por Pix ou cartão. O aplicativo também passa a enviar notificações diretas da Justiça Eleitoral ao celular do eleitor.
Para sustentar a operação, o TSE montou o Espaço e-Título, uma estrutura física no subsolo do tribunal que reúne as equipes responsáveis pelos aplicativos da Justiça Eleitoral, com profissionais das áreas técnica, de negócio, suporte, banco de dados e segurança, além de fornecedores e empresas contratadas. "A ideia é concentrar as equipes técnicas e permitir uma rápida identificação de algum eventual problema, uma responsividade maior, tudo no sentido de prover um serviço cada vez melhor para a eleitora e para o eleitor brasileiros", explicou o secretário de Tecnologia da Informação, Júlio Valente.
A coordenadora de Arquitetura, Identificação e Inovação, Grace Porto, disse que a concentração das equipes no mesmo ambiente acelera a resposta a falhas. "A gente consegue, de maneira mais tempestiva, resolver qualquer problema e monitorar os indicadores de utilização do serviço", afirmou. A assessora-chefe de Gestão de Identificação, Marília Loyola, lembrou o tamanho da base. "Hoje o aplicativo é utilizado por mais de 60 milhões de pessoas, então ele demanda uma equipe que seja rápida e que a gente tenha respostas eficientes para conseguir atender o eleitorado", disse.







