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Eleições Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, 11:08 - A | A

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ATAQUE A WELLINGTON

“Onde ele é conhecido, as pessoas correm dele”, diz Pivetta sobre Fagundes

Pivetta afirma que direita de Rondonópolis "foge" de Wellington e cita apoio de Balbinotti

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução vídeo

Pivetta diz que adversários formaram "consórcio" para destruir sua candidatura

Pivetta diz que adversários formaram "consórcio" para destruir sua candidatura

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (1º), ao chegar ao último debate da campanha ao governo de Mato Grosso, que seus adversários montaram "um movimento, uma combinação, um consórcio" para atacá-lo e "destruir a nossa candidatura", e tratou como constrangimento a acusação de agressão contra a ex-companheira trazida ao debate de terça-feira (29) pela candidata Natasha Slhessarenko (PSD). "Fui inocentado em duas instâncias. É um assunto que me entristece, me aborrece, como aborreceria qualquer pessoa chamada para um assunto onde a gente se sente injustiçado", disse, em entrevista rápida a jornalistas na entrada dos estúdios da TV Vila Real, em Cuiabá, três dias antes da eleição de domingo (4).

Questionado sobre como responderia aos ataques sofridos no debate da TV Centro América, quando o senador Wellington Fagundes (PL) e Natasha concentraram as perguntas nele, Pivetta disse que não precisava sequer apontar a articulação. "Vocês todos perceberam que existe um movimento, uma combinação, um consórcio para nos atacar, para tentar destruir a nossa imagem. O que nós fizemos foi, com tranquilidade, nos pronunciar, falar para o povo. E a mentira sempre cai por terra", afirmou. Na terça, durante o programa, ele já havia usado a expressão "jogo combinado" para descrever a atuação dos dois adversários.

Como prova de que a estratégia não funciona, o governador citou a caminhada que fez na véspera em Rondonópolis, cidade de Wellington Fagundes. Segundo ele, recebeu ali "não só o apoio, a presença, a vibração de toda a direita", incluindo o empresário Odílio Balbinotti, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso e primeiro suplente na chapa ao Senado do deputado federal José Medeiros (PL), além do prefeito Cláudio Ferreira. Medeiros e Balbinotti, ambos do mesmo partido de Fagundes, declararam apoio a Pivetta no ato de terça. "Onde ele é conhecido, as pessoas têm medo dele, as pessoas correm dele. As pessoas que têm responsabilidade, que têm boa intenção, fogem dele, não querem nem conversar com ele. É isso que eu ouço por onde eu vou", disse, referindo-se ao senador.

Sobre a acusação de violência doméstica, levantada por Natasha na terça a partir de reportagem sobre suposta agressão à então esposa, o governador pediu para responder antes de outra pergunta e adotou tom pessoal. "Esse é um assunto que causa constrangimento. Realmente mexe muito comigo, porque mexe com a minha família, mexe com a família dela. Tem gente inocente, minha família é inocente. Não é um tema para se trazer em campanha política, já que isso ficou no passado", disse. O inquérito que apurou o caso foi arquivado em 2022, e Pivetta sustenta ter sido inocentado pela Justiça. O tema já havia aparecido no primeiro debate da campanha, em 1º de setembro, levantado pelo candidato Sargento Laudicério (Agir), quando o governador também disse considerar o assunto encerrado.

Pivetta chegou ao debate dizendo-se com "sensação de dever cumprido" e descartou qualquer relaxamento na reta final, apesar da pesquisa Paraná Pesquisas divulgada na terça que lhe atribui 46,4% das intenções de voto, contra 27,1% de Fagundes e 15,5% de Natasha, cenário que abre a possibilidade de vitória no primeiro turno. "Pesquisa é um retrato do momento. Hoje é muito difícil fazer pesquisa conclusiva. A pesquisa conclusiva mesmo vai ser as urnas", afirmou. "Se for no primeiro turno, vamos agradecer e trabalhar muito a partir do dia seguinte. Se for para disputar o segundo turno, vamos disputar com altivez, com proposta, com tranquilidade." Ele confirmou que a campanha segue até sábado, com agenda no Nortão, e que vota em Lucas do Rio Verde, cidade da qual foi prefeito.

O governador também procurou nacionalizar a disputa. Disse que a eleição é "importantíssima para o Brasil se libertar dessa velha política, desse jeito velho de fazer política, dessas pessoas inescrupulosas", e defendeu "uma política nacional de combate ao crime organizado" para "não permitir o Estado paralelo". Perguntado se levaria alguma surpresa ao estúdio, como a pasta com documentos citada por um repórter em referência ao encontro anterior, respondeu que foi "sem nada". "Nas primeiras vezes eu trouxe colinha. Não foi útil para nada, só me puxava o olhar para baixo. Parei de trazer colinha. Vamos falar com o coração grande", disse, antes de entrar.

O debate da TV Vila Real é o último antes da votação. Além de Pivetta, Fagundes e Natasha, concorrem ao governo Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza).

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