Seis dos dez candidatos ao Senado por Mato Grosso já defenderam publicamente a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Estão nesse grupo o ex-governador Mauro Mendes (União), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o deputado federal José Medeiros (PL), a senadora Margareth Buzetti (PP), o ex-presidente da Aprosoja Antônio Galvan (Avante) e o senador Carlos Fávaro (PSD), este último com condições. O ex-governador Pedro Taques (PSB) defende mudanças na estrutura da Corte. Não foram localizadas manifestações públicas de Beny Godoy (Agir), Coronel Darwin (Democrata) e Professor Nelson Ferreira (Agir) sobre o assunto. O estado escolhe dois senadores em 4 de outubro, e cabe ao Senado julgar pedidos de impeachment contra integrantes do STF.
O tema ganhou força na campanha depois da crise no Supremo envolvendo o caso Banco Master. Pesquisa Datafolha divulgada no dia 18 mostrou que 34% dos eleitores dizem que o apoio de um candidato ao Senado ao impeachment de ministros aumenta a chance de votar nele, enquanto 31% afirmam que diminui e 30% dizem que não faz diferença.
Mauro Mendes, que lidera as pesquisas, dedicou programa eleitoral na TV a críticas a ministros do STF e defendeu a possibilidade de impeachment. José Medeiros disse na propaganda que, ao contrário de outros candidatos, votaria pelo impeachment de ministro da Corte. Em entrevista à Gazeta do Povo, afirmou ter reunido documentos sobre o que considera desrespeito à lei e à Constituição por parte do ministro Alexandre de Moraes.
Janaina Riva afirmou que o Senado deve agir quando qualquer Poder ultrapassa seus limites. Na TV, defendeu investigações sobre os ministros e reformas profundas no Judiciário. Margareth Buzetti também aparece entre os favoráveis no levantamento da Gazeta do Povo.
Antônio Galvan comparou o cenário atual a regimes como Venezuela, Nicarágua e Cuba e disse que as instituições precisam ser corrigidas para voltarem a ser respeitadas. Galvan já foi alvo de inquérito no STF por atos contra a democracia.
A posição de Carlos Fávaro mudou ao longo da campanha. Ex-ministro da Agricultura do governo Lula (PT), ele não se posicionou no primeiro levantamento da Gazeta do Povo. Depois, passou a defender que Moraes preste esclarecimentos sobre as informações reveladas pela Polícia Federal. Segundo o senador, se não houver explicação nem renúncia, o Senado deve abrir o processo de impeachment.
Pedro Taques, que é da mesma coligação de Fávaro, não defende o impeachment. O ex-governador propõe reformar o STF, com mandato de 12 anos e limite de idade para os ministros.
Beny Godoy, Coronel Darwin e Professor Nelson Ferreira não têm tempo de propaganda na TV e não foram incluídos no levantamento nacional. Os três somam menos de 6% nas pesquisas mais recentes.







