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MORTES EM ALTA

Câncer de mama matou 279 pessoas em MT em 2025; estado prevê 930 novos casos em 2026

Estado registrou aumento de óbitos a cada ano desde 2023, enquanto o hospital estadual de referência vê alta de cirurgias e sessões de quimioterapia.

Da Redação

Ilustração/Canva

Mortes por câncer de mama sobem em MT e INCA projeta 930 novos casos em 2026

Mortes por câncer de mama sobem em MT e INCA projeta 930 novos casos em 2026

As mortes por câncer de mama em Mato Grosso cresceram a cada ano desde 2023 e chegaram a 279 em 2025, contra 263 no ano anterior e 258 em 2023, no momento em que o Instituto Nacional de Câncer estima 930 novos diagnósticos da doença no estado até o fim de 2026. O levantamento reúne registros de mortalidade e atendimentos do hospital estadual de referência, foi divulgado no encerramento do Outubro Rosa e aponta as mulheres acima dos 60 anos como as que mais morrem pelo tumor.

A faixa de maior mortalidade mudou no período. Em 2023, as mulheres de 50 a 59 anos responderam por 22,5% das 258 mortes. Nos dois anos seguintes, o grupo de 60 a 69 anos passou à frente, com 22,8% dos 263 óbitos de 2024 e 23,7% dos 279 de 2025.

No Hospital de Câncer de Mato Grosso, referência estadual no tratamento, o movimento também subiu. Entre janeiro e julho deste ano, 867 pacientes passaram por quimioterapia ou radioterapia ligadas ao câncer de mama e 104 pessoas foram operadas. No mesmo intervalo, a unidade registrou 86 novos diagnósticos, sendo 85 em mulheres e um em homem.

Na comparação entre anos fechados, as sessões de quimioterapia e radioterapia no hospital passaram de 1.339 pacientes em 2024 para 1.461 em 2025, alta de 9,1%. As cirurgias subiram de 226 para 268 no mesmo intervalo, aumento de 18,6%.

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No país, o câncer de mama matou em média 21 mil mulheres por ano entre 2023 e 2025. Só em 2025 foram 21.668 mortes, o maior número da série histórica da última década. Para o triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer projeta 78.610 novos casos por ano no Brasil, com risco estimado de 71,57 diagnósticos a cada 100 mil mulheres.

A divulgação coincide com o fim do Outubro Rosa, campanha voltada ao diagnóstico precoce. A detecção em estágio inicial amplia as chances de tratamento, e a mamografia segue como o principal exame de rastreamento.

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