A Skechers do Brasil Calçados Ltda é a maior credora da Sunshine Calçados e Confecções Ltda, empresa em recuperação judicial na 1ª Vara Cível de Cuiabá, com R$ 11.049.072,68 a receber. A dívida equivale a 56% dos R$ 19,67 milhões listados pela administradora judicial MP Tecnologia e Perícia no edital publicado no Diário Oficial desta terça-feira (13), que também avisa aos credores que a Justiça recebeu o plano de recuperação apresentado pela empresa.
Dois bancos completam o topo da lista. O Itaú Unibanco tem R$ 4.012.476,28 a receber e o Banco Santander, R$ 2.890.485,67. Somados à Skechers, os três respondem por R$ 17,95 milhões, ou 91% do total relacionado.
A lista mostra o rastro da operação em shoppings fora de Mato Grosso. O Condomínio Goiânia Shopping cobra R$ 862.573,72, a Multiplan Empreendimentos Imobiliários, R$ 111.267,42, e o condomínio do Conjunto Nacional, em Brasília, R$ 55 mil. Também aparecem a Caixa Econômica Federal, com R$ 132.495,60, a seguradora SulAmérica Afiançadora, com R$ 62,7 mil em dois lançamentos, além de Energisa, Telefônica, gráficas, agências de serviços digitais e fornecedores menores.
Na classe trabalhista estão 49 ex-funcionários e funcionários, com créditos que somam R$ 286.220,13. Os valores individuais vão de cerca de R$ 1,8 mil a R$ 15,5 mil. A classe quirografária, de credores sem garantia, reúne R$ 19.385.351,52. Na classe de micro e pequenas empresas há um único credor, a Multigráfica Impressão Digital, com R$ 1.439,10.
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O edital, assinado em 1º de outubro, abre dois prazos contados a partir da publicação. Qualquer credor tem 30 dias corridos para apresentar objeção ao plano de recuperação. Credores, comitê de credores, a própria empresa, seus sócios e o Ministério Público têm 10 dias corridos para contestar os valores e nomes da lista. Os documentos que embasaram a relação estão à disposição na sede da administradora judicial, representada por Marcelo Costa Campos, na Rua Quilombo, em Cuiabá.
Se houver objeção, a Lei de Recuperação Judicial e Falência prevê a convocação de uma assembleia de credores para votar o plano. O edital não traz o conteúdo da proposta, como prazos de pagamento ou descontos pedidos pela empresa.







