O Ministério da Saúde estendeu por mais oito meses o contrato de R$ 63,66 milhões com a Pfizer para a compra de sirolimo, imunossupressor usado para evitar a rejeição de rim transplantado. Com isso, o contrato passa a vencer em 1º de dezembro de 2027. O termo aditivo, publicado nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União, também altera o cronograma de entrega da terceira parcela do sirolimo 2 mg.
O acordo é do Departamento de Logística em Saúde, área que compra medicamentos estratégicos distribuídos pelo SUS. Foi assinado neste ano por inexigibilidade de licitação, modalidade usada quando não há como abrir disputa, por exemplo quando só um fornecedor pode entregar o produto. Antes do aditivo, o contrato terminaria em 1º de abril de 2027. A prorrogação conta a partir de 2 de abril e cobre oito meses.
A mudança no calendário vale “exclusivamente” para a terceira parcela do item 2 do contrato, o sirolimo em comprimidos de 2 mg, segundo o extrato. As demais entregas seguem como estavam. O documento não informa a nova data da terceira remessa, a quantidade de comprimidos nem o motivo da alteração.
O valor total atualizado permaneceu em R$ 63.660.048. O aditivo, assinado em 16 de outubro, trata apenas de prazo e cronograma.
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No Brasil, o sirolimo é vendido pela Pfizer com o nome comercial Rapamune. Pela bula aprovada no país, é indicado para prevenir a rejeição de órgão em pacientes transplantados renais com mais de 13 anos e para tratar adultos com linfangioleiomiomatose, doença pulmonar rara que atinge principalmente mulheres. O uso é contínuo, e falhas no abastecimento afetam diretamente quem depende do medicamento para manter o órgão transplantado.







