A investigação que apura suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master continuará em andamento por pelo menos mais dois meses. O prazo do inquérito foi ampliado por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, após solicitação da Polícia Federal. O procedimento tramita sob sigilo.
A avaliação do relator foi de que o volume de material apreendido e a necessidade de novas diligências justificam a extensão do prazo. A apuração ganhou novos elementos depois de uma operação recente, que resultou na coleta de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que agora passarão por análise técnica.
A condução da perícia ficará a cargo de peritos da própria Polícia Federal. Inicialmente, os equipamentos permaneceriam sob guarda do Supremo, mas a custódia foi transferida para a Procuradoria-Geral da República, o que permitiu acelerar os exames dos dados extraídos.
As diligências mais recentes incluíram buscas em endereços ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco investigado. A operação também levou à prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, parente do empresário. Outros nomes do setor empresarial e financeiro foram alcançados pelas medidas autorizadas pela Justiça.
De acordo com a Polícia Federal, a ampliação da investigação foi pedida porque as ações anteriores tiveram alcance limitado e surgiram indícios de possíveis novos crimes relacionados ao mesmo grupo. A apuração busca esclarecer se houve a montagem de um esquema fraudulento envolvendo a instituição financeira e seus dirigentes.
Com a prorrogação, a PF terá mais tempo para concluir a análise do material apreendido e consolidar as informações que embasam o inquérito antes de eventual encaminhamento ao Ministério Público.










