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Jurídico Terça-feira, 13 de Outubro de 2026, 14:29 - A | A

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Grupo de extermínio

Dupla dos Mercenários pega 71 anos de prisão por ataque de “limpeza social” em MT

Um guardou a pistola usada no ataque e outro forneceu o carro dos atiradores; crime em ponto de mototáxi de Várzea Grande completou 11 anos no dia do julgamento

Da Redação

Foto extraída do portal do TJMT

Fórum de Cuiabá

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou dois integrantes do grupo de extermínio conhecido como Os Mercenários por um homicídio e duas tentativas de homicídio cometidos em Várzea Grande, em 2015. Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu pena de 38 anos e seis meses de prisão, e Jefferson Fátimo da Silva, de 33 anos e três meses. Somadas, as penas chegam a 71 anos e nove meses. Os dois devem começar a cumpri-las em regime fechado. O julgamento ocorreu na quinta-feira (8), exatamente 11 anos depois do ataque, e os réus ainda podem recorrer.

Segundo a decisão dos jurados, Claudiomar guardou e entregou aos atiradores a pistola calibre 9 milímetros usada nos disparos. Jefferson forneceu o Fiat Uno branco em que os executores chegaram ao local.

O ataque aconteceu na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente a um ponto de mototáxi no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Um ocupante de um carro que se aproximou atirou contra três homens. Fábio José Brandão da Silva morreu. Um dos outros dois foi atingido, conseguiu fugir e recebeu atendimento médico, e o terceiro escapou sem ferimentos.

Os jurados reconheceram que o crime foi motivado por vingança e pela intenção de promover uma suposta “limpeza social”, com a eliminação de pessoas apontadas como envolvidas com a criminalidade. Também aceitaram as qualificadoras de motivo torpe, de recurso que dificultou a defesa das vítimas e de atuação de grupo de extermínio.

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O caso faz parte da Operação Mercenários, que investigou um grupo de extermínio suspeito de matar, em Várzea Grande, pessoas apontadas como ligadas ao crime.

Os réus não foram ao julgamento. De acordo com os advogados, os dois decidiram exercer o direito de permanecer em silêncio. A sessão, no Fórum da Capital, durou das 9h às 16h40 e foi presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, do programa Mais Júri. Uma testemunha foi ouvida, e depoimentos colhidos antes foram reproduzidos em plenário.

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