O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, rejeitou o recurso de Márcio Lemos de Lima, um dos 13 réus da Operação Throw, que pedia a anulação do recebimento da denúncia. O Gaeco do Ministério Público acusa o grupo de organização criminosa, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A denúncia foi recebida em 11 de setembro.
A defesa de Márcio alegou que o juiz não analisou a nulidade de um reconhecimento por fotografia, a ilegalidade de uma busca feita em 17 de junho e a manutenção da prisão e do sequestro de bens. Segundo a decisão, a prisão e o sequestro já foram examinados em outro processo, ligado à ação, em 19 de outubro, e os demais pontos devem ser discutidos na resposta à acusação.
Na decisão de 19 de outubro, a Justiça manteve a prisão preventiva de Márcio, de Luiz Carlos Souza Rodrigues e de Kelyton dos Santos de Oliveira. Já Kelton Fernando dos Santos Silva foi solto e terá de usar tornozeleira eletrônica por seis meses, além de cumprir outras medidas. O pedido de soltura de Alex Corrêa de Matos Santos foi enviado para tramitar em separado, e o juiz determinou que novos pedidos desse tipo sigam o mesmo caminho, para não atrasar a ação principal.
A Operação Throw foi deflagrada pela Polícia Civil em 17 de junho, em Cuiabá e Várzea Grande, com 18 mandados de prisão preventiva e 16 de busca. Segundo a polícia, o grupo, ligado a uma facção, enviava de 5 a 10 quilos de droga por semana para outros estados e lavava o dinheiro por meio de empresas de fachada e contas de parentes. Foram bloqueadas contas de oito pessoas e três empresas, e cinco carros de luxo foram apreendidos. Até agora, só dois réus apresentaram resposta à acusação.
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