O Ministério Público de Mato Grosso também recorreu da sentença que condenou os DJs Diego de Lima Datto e Patrike Noro de Castro, o vendedor de suplementos Jackson Luiz Caye e o empresário Marco Antonio Santana por lavagem de dinheiro. O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, recebeu as apelações da promotoria e dos quatro réus, considerou todas dentro do prazo e mandou o processo seguir para o Tribunal de Justiça (TJMT) depois que as partes apresentarem seus argumentos.
O MP pediu vista para apresentar as razões do recurso, que ainda serão protocoladas. A sentença absolveu os quatro da acusação de associação criminosa, prevista no artigo 288 do Código Penal, e manteve apenas a condenação por lavagem. Depois que a promotoria apresentar os argumentos, as defesas serão intimadas a responder.
Entre os condenados, Marco Antonio Santana já apresentou as razões do recurso, e o MP terá de respondê-las. Diego, Patrike e Jackson informaram que vão apresentar os argumentos diretamente no Tribunal de Justiça, como permite o Código de Processo Penal. O juiz dispensou a intimação pessoal de Diego e Jackson porque ambos já respondiam em liberdade e continuaram soltos após a sentença; como recorreram por meio dos advogados, ficou demonstrado que tiveram ciência da condenação.
A sentença saiu no início de outubro. Diego foi condenado a cinco anos em regime fechado, Patrike a cinco anos no semiaberto, e Jackson e Marco Antonio a quatro anos no semiaberto, todos com multa. A absolvição pela associação criminosa teve como base a falta de prova de vínculo estável entre os réus, como mensagens de comando, reuniões, divisão de tarefas ou partilha de lucros.
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Os quatro foram alvos da Operação Datar, da Polícia Civil, deflagrada em agosto de 2025 a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo a investigação, o dinheiro tinha origem no tráfico de drogas. As contas dos envolvidos movimentaram R$ 185,9 milhões, mas a própria sentença esclarece que o valor é a soma bruta de entradas e saídas e “não representa dinheiro lavado nem patrimônio dos acusados”. Os DJs já tinham sido presos em 2019, suspeitos de vender drogas sintéticas em festas onde tocavam.







