A Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie, relógios de luxo e carros importados nesta quinta-feira (29) durante a Operação Tomada de Contas, que prendeu o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida. As imagens divulgadas pela PF mostram maços de cédulas de R$ 100 e R$ 200, além de dólares e euros. Parte do dinheiro estava em envelopes, e parte em caixas de arquivo no porta-malas de um veículo.
As fotos também mostram uma coleção de relógios de grifes como Rolex, Audemars Piguet e Hublot. Entre os carros apreendidos estão um Audi preto e uma Mercedes-Benz branca. Os policiais recolheram ainda garrafas de vinho, passaportes, documentos, celulares, pen-drives e notebooks.
A PF não informou o valor total do dinheiro apreendido, quanto valem os bens nem com qual dos investigados cada item foi encontrado. A operação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, incluindo, segundo a apuração, as casas de seis dos sete conselheiros do tribunal.
As apreensões ajudam a dimensionar o que a investigação descreve na decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o documento, a estrutura investigada convertia em dinheiro vivo recursos retirados dos cofres do TCE. Só Sérgio Ricardo fez 150 saques em espécie, que somam R$ 15,6 milhões em menos de dez meses de 2025. O STJ determinou o sequestro de bens dos investigados em cerca de R$ 145 milhões.
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A decisão também cita indícios de patrimônio incompatível com a renda declarada. O consultor jurídico-geral do tribunal, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, preso na operação, teria visto o patrimônio passar de R$ 1,84 milhão para R$ 7,61 milhões ao longo de 2025. O assistente jurídico Gustavo Fernandes da Silva, por outro lado, recebeu R$ 15,9 milhões, mas a PF só encontrou dois veículos em nome dele.
Além de Sérgio Ricardo, Grhegory e Gustavo, foram presos o assessor jurídico da Presidência Felipe José Glinke, a chefe de gabinete Roseli Loss e o secretário executivo Adriangelo Barros Antunes. Os presos foram levados para a sede da PF em Cuiabá. As prisões são preventivas e não significam condenação. As defesas não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.






