Treze mulheres foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, segundo dados atualizados até a manhã deste sábado (18), com a maior parte dos crimes ocorrendo dentro de residências e sem que as vítimas tivessem medida protetiva contra os agressores.
As estatísticas indicam que, dos 13 casos registrados no ano, 11 mulheres não possuíam qualquer proteção judicial vigente no momento do crime. Apenas uma vítima tinha medida protetiva, enquanto outra não teve essa informação confirmada.
O perfil dos casos reforça a ligação direta entre feminicídio e relações íntimas. Em seis ocorrências, o autor era companheiro da vítima. Também há registros envolvendo ex-companheiros, familiares e pessoas sem vínculo direto, mas em menor número.
Os dados mostram ainda que o local mais frequente dos crimes é o ambiente doméstico. A maioria das mortes ocorreu na residência da própria vítima ou em imóveis relacionados ao convívio pessoal, enquanto apenas uma parcela menor aconteceu em via pública.
Em relação à motivação, predominam situações ligadas a menosprezo ou discriminação contra a mulher, além de conflitos decorrentes de separação ou tentativa de rompimento de relacionamento. Casos associados a discussões e ciúmes também aparecem no levantamento.
O meio mais utilizado nos crimes foi arma cortante ou perfurante, seguido por arma de fogo e outras formas de violência, como asfixia.
A faixa etária das vítimas é variada, com maior incidência entre mulheres jovens adultas, especialmente entre 18 e 24 anos, mas também há registros em outras idades.
Outro dado que chama atenção é a ausência de informações detalhadas sobre a tramitação dos processos. A maioria dos casos ainda não possui atualização sobre o andamento judicial.
Os números reforçam um padrão já identificado em anos anteriores: a violência letal contra mulheres continua, em grande parte, ligada ao ambiente doméstico e a relações próximas, com falhas na prevenção e no acesso a mecanismos de proteção.









