A obra de estruturação das trilhas do Monumento Natural Estadual Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger, na região metropolitana de Cuiabá, alcançou cerca de 20% de execução e tem conclusão prevista para junho de 2027. A informação é da secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, que atribuiu o ritmo da intervenção às exigências ambientais aplicáveis ao local, classificado como unidade de conservação. Segundo ela, uma primeira etapa, com trilhas de acessibilidade, deve ser entregue até o fim de 2026.
A secretária explicou que o projeto prevê, além das trilhas acessíveis, percursos de maior dificuldade, voltados a quem busca caminhadas mais exigentes e a peregrinações religiosas, e uma praça em um dos cumes do morro, destinada a eventos e à contemplação da paisagem. De acordo com Mauren, as adaptações feitas no projeto decorrem apenas da execução da obra, sem mudança estrutural significativa no que havia sido planejado.
O prazo mais longo, segundo a secretária, é resultado das cautelas ambientais que a obra exige. Por se tratar de uma unidade de conservação, a intervenção precisa cumprir requisitos específicos, o que torna a execução mais lenta. A previsão é de que toda a estrutura esteja pronta até junho de 2027, com a possibilidade de antecipação, conforme afirmou.
O Morro de Santo Antônio é um dos principais cartões-postais da Baixada Cuiabana e atrai trilheiros, turistas e devotos. A visitação, porém, está suspensa. Em maio, a Sema prorrogou por mais 180 dias o fechamento do local ao público, sob a justificativa de que as obras nas trilhas não haviam sido concluídas e de que não havia certificação de segurança para a reabertura.
A intervenção também já enfrentou questionamentos. No fim de 2024, a abertura de uma trilha que ficou visível a quilômetros de distância gerou críticas de moradores e ambientalistas, que apontaram risco de erosão no morro. No início de 2026, o Tribunal de Justiça chegou a suspender a obra por irregularidades ambientais na execução do projeto, e o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) protocolou requerimento na Assembleia Legislativa pedindo explicações sobre a pavimentação em concreto adotada na trilha, em vez de soluções de menor impacto. Procurada à época, a secretaria informou estar elaborando o plano de manejo da unidade.
Contudo, na entrevista, a secretária tratou a obra como um avanço para o estado e a vinculou a uma estratégia mais ampla de valorização do turismo e da bioeconomia na região, que inclui a instalação de um fórum voltado a indicações geográficas e marcas coletivas de produtos mato-grossenses.
Confira as últimas notícias do Fatos (CLIQUE AQUI)







