Roberto Carlos Fernandes, de 46 anos, foi morto a tiros na madrugada deste sábado (04.04), em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá). A vítima, que já acumulava marcas de torturas anteriores conhecidas como "salves", foi executada logo após moradores ouvirem um disparo de arma de fogo e o barulho de um veículo fugindo em alta velocidade.
A Polícia Militar isolou o local após encontrar o corpo em decúbito dorsal. Durante a perícia, foi constatada uma perfuração por disparo de arma de fogo na região do ouvido, com presença de zona de esfumaçamento — o que indica tiro à queima-roupa —, além de uma lesão corto-contusa na cabeça. O cadáver também apresentava um braço fraturado e cicatrizes nas costas, indícios de agressões passadas.
Em relato à Polícia, o irmão da vítima confirmou que Roberto Carlos estava sendo ameaçado por uma facção criminosa. O motivo seria o descumprimento de "normas" impostas pelo grupo, que proibia a prática de furtos e roubos na região. Há cerca de dois meses, o homem havia sido submetido a um "salve" que resultou na fratura de seu braço, mas o crime não foi denunciado na ocasião por medo de represálias.
A Polícia Judiciária Civil e a Politec estiveram no local para colher evidências. O caso agora é investigado como homicídio doloso e as autoridades buscam identificar o veículo utilizado na fuga dos executores.
Leia também - Motociclista tem perna decepada após avançar preferencial em Pontes e Lacerda







