13 de Outubro de 2026
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Polícia Segunda-feira, 12 de Outubro de 2026, 09:22 - A | A

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2026, 09h:22 - A | A

NÃO ACEITA SEPARAÇÃO

Homem é preso após espancar e tentar enforcar ex-companheira em MT

Segundo a vítima, ele não aceitava a separação. A perícia registrou lesões no rosto, nos braços, nas pernas e duas marcas de 10 e 14 centímetros nas costas

Rojane Marta/Fatos de MT

PMMT

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Um homem de 33 anos foi preso em flagrante no domingo (11), em Poxoréu, suspeito de agredir a ex-companheira, de 28 anos. A agressão aconteceu por volta das 14h, na casa da vítima. De acordo com o despacho do delegado Honório Gonçalves dos Anjos Neto, da Delegacia de Polícia de Primavera do Leste, ele a derrubou no chão, deu socos no rosto dela, puxou seus cabelos e tentou enforcá-la. Segundo a mulher, a violência foi motivada por ciúmes e pela recusa dele em aceitar o fim da relação, que durou cerca de 16 anos e terminou há três meses. O suspeito foi autuado por lesão corporal contra a mulher, no contexto da Lei Maria da Penha, e levado à Cadeia Pública de Primavera do Leste.

O exame feito pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no fim da tarde encontrou inchaço e mancha roxa abaixo do olho esquerdo da vítima. Também foram registradas escoriações na coxa e no joelho esquerdos e nos dois cotovelos, além de inchaço no braço direito. Nas costas, a perita apontou duas faixas avermelhadas e paralelas, de 10 e 14 centímetros. À médica-legista, a mulher contou que levou socos na cabeça e no corpo, caiu várias vezes e foi atingida nas costas com um espeto. O laudo concluiu que as lesões são recentes, foram causadas por instrumento contundente e são compatíveis com o relato. Não houve risco de morte nem incapacidade por mais de 30 dias.

Em depoimento na delegacia, a vítima disse que o ex-companheiro chegou à casa dela embriagado e começou a acusá-la, com ciúmes. Ela conseguiu se soltar e fugiu. No caminho, encontrou uma guarnição da Polícia Militar que fazia patrulhamento e pediu ajuda. Os policiais foram até a casa do suspeito, fizeram a busca pessoal e o levaram para a delegacia. O delegado considerou a situação como flagrante porque a procura pelo autor começou logo depois que a vítima comunicou o caso.

O boletim registrado pela PM traz um relato mais extenso. Segundo o documento, a mulher contou aos policiais que, na manhã do mesmo dia, já tinha sido agredida pelo ex-companheiro, que teria usado um pedaço de madeira, provocado sangramento no nariz dela e a arrastado pela rua diante de pessoas que tentaram intervir. Ainda pelo boletim, ele a teria ameaçado de morte caso ela não transferisse dinheiro para a conta dele por Pix e, durante as agressões da tarde, teria tentado pegar uma faca.

O delegado deixou a acusação de ameaça fora do auto de prisão. No despacho, ele explica que as ameaças de morte e a exigência de dinheiro aparecem no boletim, mas não foram detalhadas na declaração formal da vítima. Por isso, o enquadramento ficou restrito, por enquanto, à lesão corporal, sem impedir que o restante seja apurado depois. A fiança não foi arbitrada na delegacia porque a pena máxima do crime passa de quatro anos, situação em que apenas a Justiça pode decidir sobre o benefício.

No interrogatório, o suspeito ficou em silêncio e disse que só vai se manifestar em juízo. Ao ser examinado pela Politec, ele afirmou ter sido atingido por spray de pimenta durante a abordagem. Disse também que a ex-companheira o mordeu no dedo e nas costas e lhe deu arranhões e tapas antes da prisão. O laudo dele registrou escoriações, manchas roxas e uma lesão nas costas compatível com mordida humana. No boletim, a PM anotou que ele chegou à delegacia com escoriações causadas por luta corporal com a vítima.

Em depoimento, a mulher afirmou que, por ora, não deseja medida protetiva. O delegado determinou que ela seja informada formalmente dos direitos garantidos pela Lei Maria da Penha e que seja feita uma avaliação de risco. A prisão foi comunicada ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e à Defensoria Pública, e o inquérito segue para a unidade policial responsável pela investigação.

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