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Polícia Terça-feira, 13 de Outubro de 2026, 14:54 - A | A

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caso Breno

Laudo aponta três cortes na genitália de professor sequestrado antes da morte, diz delegado

Delegado vê fortes indícios de emprego de meio cruel no assassinato

Da Redação

Reprodução

Laudo aponta três cortes na genitália de professor sequestrado antes da morte, diz delegado

Laudo aponta três cortes na genitália de professor sequestrado antes da morte, diz delegado

O laudo necroscópico do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, identificou três ferimentos cortantes na genitália externa, produzidos enquanto ele ainda estava vivo. A informação foi divulgada pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação do homicídio.

Segundo o delegado, a causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, provocada principalmente por lesões vasculares no pescoço e no abdômen.

Bruno Abreu explicou que os três ferimentos na genitália foram classificados como cortantes, e não como perfurocortantes. A descrição técnica se refere a lesões provocadas por cortes na região externa.

Ao avaliar o conjunto de ferimentos, o delegado afirmou que a quantidade, a localização e a natureza das lesões são elementos que podem indicar o emprego de meio cruel.

“Pelo que eu compreendi do laudo, nós não estamos diante apenas de um homicídio com múltiplos golpes. O exame demonstra uma violência extremamente intensa, com lesões profundas em regiões vitais, principalmente pescoço e abdômen, além de ferimentos em uma região extremamente sensível, a genitália externa, todos produzidos em vida”, afirmou.

O delegado também ressaltou que o documento pericial aponta a multiplicidade dos ferimentos e a intensidade da violência física empregada contra o professor.

“A causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, provocada principalmente pelas lesões vasculares no pescoço e no abdômen. Então, para mim, a dinâmica revela uma agressão de extrema brutalidade, muito além do necessário para provocar a morte”, declarou.

Em avaliação preliminar divulgada anteriormente, a Polícia Civil já havia informado a existência de golpes profundos provocados por arma branca, com lesões inicialmente compatíveis com o uso de uma faca de grande porte.

Breno estava desaparecido desde 26 de setembro, quando foi visto pela última vez em Várzea Grande. O corpo foi localizado na quinta-feira (08.10), na região do 13 de Setembro, após 12 dias de buscas.

Horas antes da localização do corpo, a Polícia Civil havia prendido o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode, na região do Manso. Ele é investigado por suspeita de envolvimento no crime.

A defesa de Elias, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, informou anteriormente que o investigado negou participação no desaparecimento do professor. Segundo o advogado, Elias havia procurado espontaneamente a Polícia Civil para prestar esclarecimentos, entregado o celular e fornecido a senha do aparelho.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer a motivação do assassinato e apurar se há outros envolvidos.

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