Um homem de 38 anos foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (16), em Várzea Grande, acusado de estuprar uma menina de 9 anos. O crime ocorreu dentro de um condomínio no bairro Alameda, onde o suspeito é proprietário de um minimercado. Ele teria atraído a vítima oferecendo-lhe doces. A prisão foi realizada pela Polícia Militar após a mãe da criança acionar as autoridades.
Conforme o relato prestado pela mãe da criança à Polícia Militar, a filha foi abordada pelo suspeito nas proximidades da administração do condomínio e conduzida até outro bloco do residencial. No procedimento policial, consta que o homem teria feito insinuações de cunho sexual, perguntando à menina se era verdade que ela “beijava bem” e "sabe chupar", afirmando que queria “experimentar”.
Ainda conforme a narrativa registrada no flagrante, o suspeito teria passado as mãos nos ombros da criança e, em seguida, tocado a genitália da vítima por cima da roupa. O documento descreve que a menina manifestou vontade de ir embora, mas o suspeito teria insistido nos contatos. Antes de liberá-la, ele teria entregue um pacote de bala e orientado que ela não contasse o ocorrido à mãe ou a qualquer outra pessoa.
Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe acionou a Polícia Militar via Ciosp. A mãe informou ainda que, ao conversar com a filha, esta revelou que o mesmo indivíduo já havia oferecido doces em outras ocasiões, chegando a colocá-la em seu colo dentro do minimercado. No local, os policiais ouviram a genitora e conduziram as partes até a Central de Flagrantes de Várzea Grande. O síndico do condomínio informou à autoridade policial que o residencial possui sistema de monitoramento por câmeras e que as imagens poderiam auxiliar na apuração.
O delegado Ivar Polesso, do Núcleo de Plantão Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis, lavrou o flagrante pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal. A nota de culpa foi expedida na mesma data, e o investigado foi encaminhado à Gerência de Custódia e Escolta Metropolitana.
Em sua versão, o suspeito confirmou ter encontrado a criança e caminhado com ela, alegando que sua intenção era apenas "esclarecer os comentários ouvidos". Ele também admitiu ter dado um doce à menina, justificando o ato como "forma de agradecimento quando a menor auxiliava em pequenas entregas de compras nos apartamentos do condomínio".
Consta nos autos que a defesa apresentou manifestação requerendo que o flagrante não fosse convertido em prisão preventiva e pleiteando a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Até o momento, não houve decisão que determine soltura, e o suspeito permanece preso à disposição da Justiça.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá concluir o inquérito para posterior manifestação do Ministério Público.





