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Política Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 08:00 - A | A

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FLÁVIO NO EXTERIOR

Abilio defende saída de Flávio Bolsonaro do Brasil: “No lugar dele eu ia embora também”

Prefeito de Cuiabá disse que o senador derrotado por Lula sofreria perseguição política se ficasse no Brasil e comparou o caso ao de presos do 8 de Janeiro

Rojane Marta/Fatos de MT

Fatos de MT

Abilio

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Em vídeo publicado no Instagram, ele afirmou que, no lugar do colega de partido, também deixaria o país para escapar do que chamou de perseguição política. “No lugar dele eu ia embora também”, disse. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25), Flávio seguiu para a Argentina e, de lá, para os Estados Unidos, depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal.

“Vão querer prejudicar ele, a família dele. Então, se ele for embora, ele está certo. Está certinho, devia ir mesmo”, afirmou o prefeito.

Abilio abriu a gravação levantando a pergunta que circulava desde a manhã: por que o senador fugiria se, em tese, não deve nada. A resposta veio com uma comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, que cumpre pena depois de ser condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. “O Bolsonaro também não deve nada e está preso”, disse.

O prefeito também citou os presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. “Várias outras pessoas, no último 8 de janeiro, não deveram nada e estavam presas até recentemente”, afirmou. Em seguida, mencionou o caso da mulher que escreveu com batom na estátua A Justiça, em frente ao STF, durante a invasão das sedes dos Três Poderes. Segundo Abilio, ela ficou presa “por mais de um ano, dois”.

Antes de concluir que Flávio fez a escolha certa, o prefeito chegou a ponderar o contrário. “Não era melhor dele ficar?”, questionou, para logo mudar de posição. “Mas no lugar dele eu ia embora também. Vai sofrer um monte de perseguição política aqui.”

A ordem de Moraes foi dada no domingo, logo depois da apuração, e o prazo para a entrega dos passaportes terminou nesta terça-feira. Na véspera, Flávio havia gravado vídeo negando a intenção de deixar o país.

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