01 de Novembro de 2026
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Política Sábado, 31 de Outubro de 2026, 15:26 - A | A

Sábado, 31 de Outubro de 2026, 15h:26 - A | A

PICHAÇÕES CRIMINOSAS

Abilio quer usar presos para apagar símbolos de facções dos muros de casas em Cuiabá

Prefeito apoia classificar facções como narcoterroristas e oferece a Limpurb ao governo do Estado para pintar muros marcados por grupos criminosos

Rojane Marta/Fatos de MT

Fatos de MT

Abilio propõe usar presos para apagar símbolos de facções em Cuiabá

Abilio propõe usar presos para apagar símbolos de facções em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), quer usar mão de obra de presos para apagar siglas e desenhos de facções criminosas pintados nos muros de casas da capital. A proposta foi feita nnesta semana, quando ele foi questionado por jornalistas sobre o projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que classifica facções como organizações terroristas. Abilio disse concordar com a medida e ofereceu ao Estado uma parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), responsável pela limpeza urbana da cidade, para contratar os detentos e repintar as paredes.

“Concordo, concordo. Tem que colocar no Estado de Mato Grosso as organizações criminosas, principalmente as facções criminosas, como organização narcoterrorista”, afirmou o prefeito.

Na avaliação dele, os próprios moradores não têm condições de fazer esse serviço. Quem tenta limpar a parede de casa, segundo Abilio, fica exposto a represálias. “Imagina a pessoa ir lá pintar o muro da própria casa tirando o símbolo de uma facção. O medo da retaliação que ela tem”, disse.

Abilio se dispôs a tocar a iniciativa pela prefeitura, desde que haja aval do governo. “Eu mesmo, se o governador quiser, eu faço essa parceria com ele através da Limpurb. A gente faz a contratação da mão de obra prisional e vamos pintar os muros tudo aí de volta e recuperar, tirar esses símbolos de facção no muro da casa das pessoas.”

Para o prefeito, a pintura vai além da zeladoria. “Eu acredito que tirar os símbolos de facção criminosa no muro da casa das pessoas é um ato de segurança pública e de reconquista do espaço público”, declarou.

Por enquanto, a ideia não passa de sugestão. Abilio não informou quantos presos seriam contratados, quanto a prefeitura gastaria, quais bairros seriam atendidos nem quando o trabalho começaria. Não há acordo assinado com o Estado.

Em Mato Grosso, prefeituras e empresas que empregam presos firmam termos com a Fundação Nova Chance (Funac), órgão do governo estadual que seleciona os detentos aptos ao trabalho fora das unidades prisionais.

Pivetta enviou o projeto das facções à Assembleia Legislativa em 22 de outubro. Segundo o governo, o texto declara inicialmente duas facções como organizações terroristas, permite a inclusão de outros grupos e autoriza as forças de segurança estaduais a criar protocolos específicos para combatê-las. A divulgação oficial não identificou quais são as facções.

A proposta ainda não está em tramitação. Na sessão de quarta-feira (28), o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), informou que o projeto chegou à Casa, mas foi devolvido ao Executivo para ajustes e deve ser reenviado nos próximos dias. Só depois disso o texto seguirá para as comissões e para a votação em plenário.

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