A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) criou uma câmara setorial temática para fiscalizar a reparação, a compensação e a mitigação dos danos socioambientais e econômicos provocados pelo rebaixamento e pelo posterior reenchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Colíder, no Rio Teles Pires, no norte do estado. O ato foi assinado em 9 de outubro pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), e publicado no Diário Oficial do Legislativo desta segunda-feira (12). A criação atende a requerimento aprovado do deputado Diego Guimarães (Republicanos), que vai presidir o grupo.
Quatro prefeitos da região se sentam à mesa ao lado dos parlamentares. Participam Rodrigo Luiz Benassi, de Colíder, Vinicius Oliveira, de Nova Canaã do Norte, Antônio Ferreira de Oliveira Neto, de Itaúba, e Marcos Fernando Feldhaus, de Cláudia. A relatoria ficou com o deputado Beto Dois a Um (Podemos), e a deputada Janaina Riva (MDB) será a secretária. Completam a composição os deputados Júlio Campos (União Brasil), Gilberto Cattani (PL), Faissal Calil (PL) e Chico Guarnieri (PSDB).
O documento usa o termo técnico deplecionamento, que é o rebaixamento do nível de água de um reservatório. Pelo texto, a câmara não vai olhar apenas para as medidas de reparação. Também cabe ao grupo acompanhar o monitoramento geotécnico, hidrológico e ambiental depois do reenchimento, o que envolve as condições do solo e das estruturas, o comportamento da água e os efeitos sobre o meio ambiente. A recomposição das atividades produtivas dos municípios atingidos é outra frente de trabalho prevista no ato.
O prazo de funcionamento é de 180 dias, que podem ser prorrogados por igual período.
Outra câmara setorial sobre a usina foi criada pela Assembleia em setembro de 2025, com a tarefa de reunir estudos, levantamentos técnicos e audiências públicas sobre os impactos sociais, econômicos, ambientais e turísticos do rebaixamento controlado do reservatório. Em março deste ano, aquele grupo teve o funcionamento prorrogado por 180 dias, também a pedido de Diego Guimarães. Enquanto a primeira tinha como objeto levantar os impactos, a câmara criada agora tem a atribuição de fiscalizar a execução das medidas para repará-los.
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