O conselheiro Waldir Teis afirmou nesta terça-feira (13), durante sessão plenária do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que não vai se aposentar e que pretende continuar no cargo. Ele pediu a palavra ao presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, para encerrar o que chamou de “burburinho” sobre sua possível saída. Uma aposentadoria antecipada abriria uma vaga de conselheiro a ser preenchida por indicação da Assembleia Legislativa, e a cadeira já era alvo de articulação entre políticos.
No mesmo dia, o presidente da Assembleia, deputado Max Russi (Podemos), confirmou que parlamentares vinham conversando sobre a vaga para o caso de Teis antecipar a saída. Max citou os deputados Eduardo Botelho (MDB), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Carlos Avallone (PSDB) entre os nomes mencionados, mas ressaltou que não havia recebido comunicação oficial do conselheiro nem da presidência do TCE. Nos bastidores, também era lembrado o ex-secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, e a movimentação envolvia ainda o deputado Júlio Campos (União Brasil), 1º vice-presidente da Assembleia.
Teis admitiu que chegou a pensar no assunto. “Pensei francamente. Houve pessoas me pedindo: ‘Waldir, te aposenta, você já trabalhou demais’. Mas eu acho que eu ainda tenho muito para trabalhar”, disse.
Para justificar a decisão, o conselheiro fez uma pergunta. “E o que eu vou fazer se eu me aposentar? Não tenho nada para fazer. Então, eu vou continuar no Tribunal de Contas, contribuindo com todo o controle externo, naquilo que tiver dentro da minha capacidade”, afirmou.
Ele também tratou a permanência na Corte como missão. Disse que seguirá “cumprindo a missão que Deus me outorgou” e chamou de “privilégio de poucos” a possibilidade de estar no tribunal.
Ex-secretário de Fazenda no governo Blairo Maggi, Teis foi nomeado conselheiro em 2007, na cota de indicação da Assembleia Legislativa. Os conselheiros dos tribunais de contas são obrigados a se aposentar aos 75 anos, idade que ele completa em 21 de outubro de 2028.
Se não houver aposentadoria voluntária, essa será a data da próxima vaga no TCE-MT, e a escolha do substituto caberá aos 24 deputados estaduais. “Então, só para deixar bem claro para todos que não tem aposentadoria à vista”, concluiu Teis.
Confira as últimas notícias do Fatos (CLIQUE AQUI)







