A deputada federal Gisela Simona (União-MT) defendeu no plenário da Câmara dos Deputados a ampliação de políticas públicas voltadas às pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e cobrou avanço na criação do Estatuto do Autismo. Segundo a parlamentar, o Brasil tem pelo menos 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com o transtorno e enfrenta falhas estruturais em saúde, educação, assistência social e mercado de trabalho.
Durante o pronunciamento, Gisela afirmou que a pauta exige mais do que discursos. “São pessoas que precisam mais do que palavras: precisam de compromisso, de respeito e de políticas públicas eficazes”, declarou. Ela lembrou que a Câmara instituiu Comissão Especial para tratar da proposta do Estatuto do Autismo e destacou que o Parlamento deve atuar tanto na elaboração de leis quanto na fiscalização da execução das políticas existentes.
Na área da saúde, a deputada apontou como principal desafio a demora no diagnóstico, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. Segundo ela, famílias enfrentam filas para terapias como fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico, além de desigualdades regionais no acesso aos serviços especializados.
No campo educacional, Gisela mencionou a falta de capacitação de professores para lidar com diferentes níveis do espectro, a carência de mediadores em sala de aula e a resistência de algumas instituições em adaptar estruturas para garantir inclusão. Para a parlamentar, o acesso à educação inclusiva ainda depende da realidade local de cada município.
Em relação ao mercado de trabalho, a deputada observou que há poucos incentivos para contratação de adultos com TEA, o que resulta em baixa inclusão profissional. Também destacou a sobrecarga emocional e financeira enfrentada por familiares, especialmente quando não há apoio público suficiente.
Ao concluir, Gisela Simona defendeu que os parlamentares priorizem a destinação de emendas e aprovem propostas que fortaleçam a rede de atendimento. Para ela, o desafio do Congresso é reduzir desigualdades e assegurar inclusão efetiva em todas as fases da vida.








