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Política Sábado, 21 de Fevereiro de 2026, 08:24 - A | A

Sábado, 21 de Fevereiro de 2026, 08h:24 - A | A

Crise hídrica

Deputado critica gestão e pede privatização do DAE/VG

Deputado critica gestão municipal e afirma que concessão à iniciativa privada é saída para garantir abastecimento

Rojane Marta/Fatos de MT

O deputado estadual Fábio Tardin, o Fabinho (PSB), afirmou na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que a crise no abastecimento de água em Várzea Grande exige mudanças estruturais e defendeu a privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Ele também criticou a condução política no município e cobrou ações da prefeita Flávia Moretti (PL).

“A senhora já está aí 1 ano e 2 meses, não enviou um recurso sequer para o Departamento de Água e Esgoto”, declarou o parlamentar ao sustentar que a autarquia precisa de aporte financeiro para ampliar investimentos e recuperar a capacidade operacional.

Segundo Fabinho, a população enfrenta interrupções frequentes no fornecimento e o impasse político não pode continuar. “Temos que parar com essas brigas e sim resolver de uma vez por todas”, afirmou, ao classificar o cenário como uma disputa que estaria travando decisões administrativas.

Durante o pronunciamento, o deputado defendeu a concessão do serviço à iniciativa privada. “Nós temos é que privatizar de uma vez por todas”, disse. Para ele, o modelo atual não tem garantido regularidade no abastecimento e enfrenta limitações financeiras e estruturais.

O parlamentar argumentou que a concessão poderia atrair investimentos e permitir a modernização da rede, marcada por perdas na distribuição, infraestrutura antiga e dificuldades operacionais. Ele não detalhou se há estudos técnicos em andamento para uma parceria público-privada ou processo formal de concessão.

A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre o orçamento municipal e os repasses destinados ao DAE nos últimos 14 meses. Dados sobre transferências efetivas, plano de investimentos, cronograma de obras e indicadores de abastecimento devem influenciar o debate sobre a viabilidade de eventual concessão. Também entram na pauta o histórico de obras paradas, a capacidade de captação e tratamento de água e o índice de perdas na rede de distribuição.

Até o momento, a Prefeitura de Várzea Grande e o DAE não se manifestaram oficialmente sobre as declarações do deputado.

 

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