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Política Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 11:00 - A | A

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IMPEACHMENT DE CONSELHEIROS

Deputado quer mudar lei para permitir impeachment de conselheiros do TCE

Deputado diz que Assembleia aprova indicações ao TCE, mas não pode afastar conselheiros, e pede processo disciplinar contra procurador preso.

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução ALMT

“Já teria pedido impeachment de Sérgio Ricardo”, diz deputado ao defender mudança na lei

“Já teria pedido impeachment de Sérgio Ricardo”, diz deputado ao defender mudança na lei

O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que vai apresentar à Câmara dos Deputados e ao Senado um pedido para mudar as regras sobre impeachment de conselheiros de tribunais de contas. Segundo ele, a Assembleia participa da escolha dos integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), mas não pode abrir esse tipo de processo. A fala ocorreu seis dias depois da prisão do presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida, na Operação Tomada de Contas.

“Eu não vou pedir o impeachment do conselheiro Sérgio Ricardo, porque não cabe a esta Casa de Leis fazer esse procedimento, senão já teria protocolado este impeachment aqui”, declarou. A Constituição Federal atribui ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento de membros dos tribunais de contas estaduais nos crimes comuns e de responsabilidade.

O deputado também informou que apresentou ofício pedindo apuração administrativa e abertura de processo disciplinar contra Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, procurador efetivo da Assembleia cedido ao TCE-MT. A Polícia Federal aponta que ele recebeu R$ 32,3 milhões em pagamentos suspeitos entre janeiro e outubro de 2025. “Não estou antecipando condenações, mas esses fatos precisam ser esclarecidos”, disse.

Grhegory foi preso preventivamente e deixou a função de consultor jurídico-geral do tribunal. O presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), já afirmou que uma eventual exoneração depende de processo administrativo disciplinar.

Chico disse que cobrava transparência antes da operação e que tentaram intimidá-lo. “Eu não sou filho de pai assustado”, afirmou, sem detalhar quem o teria ameaçado. Na mesma fala, ele acusou Sérgio Ricardo de perseguir servidores do tribunal.

O deputado também criticou o orçamento da Corte, que estimou em cerca de R$ 1 bilhão, e o comparou ao do Tribunal de Contas de São Paulo. A Lei Orçamentária previu R$ 749,8 milhões ao TCE-MT em 2026, e a proposta para 2027 reserva R$ 840,6 milhões. Em São Paulo, a dotação de 2026 é de R$ 1,34 bilhão.

Chico é relator das contas do TCE-MT na Assembleia e prometeu acompanhar os inquéritos. A investigação tramita no Superior Tribunal de Justiça, sob relatoria do ministro Og Fernandes, e apura suspeitas sobre contratos e pagamentos no tribunal.

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