Três deputados estaduais reeleitos usaram a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta quarta-feira (7) para pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro. Os pedidos partiram de Nininho (Republicanos), Thiago Silva (MDB) e Sebastião Rezende (União), na primeira sessão depois da votação de domingo (4).
Nininho foi o mais direto. Depois de agradecer os mais de 33 mil votos que recebeu, convocou o eleitorado a "fazer a grande mudança que tem que ser feita nesse país, votando aí com Flávio Bolsonaro, votando 22". Ele comparou o momento do Brasil ao de outros países do continente: "A história desse país não pode chegar ao ponto que chegou aos países vizinhos aqui da América do Sul". O deputado pediu que os eleitores façam no dia 25 "a grande virada de página desse país".
Thiago Silva, reeleito com 40.856 votos, encerrou o discurso anunciando o voto. "Nesse segundo turno, assim como foi em primeiro, o meu candidato a presidente vai ser o Flávio Bolsonaro", disse. Ele justificou o apoio pela defesa dos "valores dos princípios cristãos" e afirmou que vai pedir votos para o candidato.
Sebastião Rezende, que chega ao sétimo mandato com 32.108 votos, lembrou que apoiou Jair Bolsonaro desde a primeira campanha presidencial e trabalhou por ele nos dois turnos da eleição passada, quando o ex-presidente foi derrotado. "Da mesma forma agora, o nosso posicionamento em favor dos princípios que eu defendo, nós estamos engajados aí na luta em prol da eleição do Flávio Bolsonaro", afirmou.
Os três parlamentares também elogiaram o resultado do primeiro turno no Estado. Nininho disse que a população entendeu "a importância da continuidade da gestão" ao reeleger o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e levar Mauro Mendes (União) ao Senado. Ele afirmou que Pivetta "tem a obrigação de ser melhor" que o antecessor "porque pegou o Estado organizado". Sebastião parabenizou Mauro Mendes e o também senador eleito Zé Medeiros (PL).
Nenhum deputado declarou apoio a Lula durante a sessão.
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