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Política Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026, 22:23 - A | A

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026, 22h:23 - A | A

“Estado mínimo”

Emanuelzinho critica isenções fiscais e cobra prioridade para políticas sociais

Deputado usa caso de pesquisadora para questionar cortes em políticas públicas e incentivos fiscais

Rojane Marta/Fatos de MT

Ao usar a tribuna da Câmara dos Deputados nesta terça (24), o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT) questionou o discurso de redução do papel do Estado na economia e defendeu investimento público em ciência, tecnologia e políticas sociais. Durante a fala, o parlamentar citou pesquisas voltadas à recuperação de movimentos em pacientes com lesões graves e afirmou que avanços desse tipo só são possíveis com financiamento contínuo. “Estado mínimo para quem?”, indagou.

O deputado mencionou o trabalho da pesquisadora Tatiana Sampaio, que desenvolve estudos com polilaminina para auxiliar na reabilitação de pessoas com lesões severas. Segundo ele, resultados que hoje permitem a pacientes recuperar movimentos dependem de políticas públicas de fomento à ciência. Na avaliação do parlamentar, contingenciamentos orçamentários feitos em gestões anteriores reduziram oportunidades de tratamento e inovação.

Durante o discurso, Emanuelzinho afirmou que o debate sobre corte de gastos costuma atingir áreas sociais. Citou programas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida e políticas de transferência de renda, e argumentou que esses investimentos são frequentemente classificados como despesas a serem reduzidas. “Quando o investimento é para a vida, para quem vive em situação de vulnerabilidade, aí se fala em cortar gasto”, declarou.

O deputado também questionou incentivos fiscais concedidos a setores que, segundo ele, não apresentam retorno proporcional na geração de empregos. Ao mencionar privatizações, citou o caso da BR Gás e apontou reflexos no preço do gás de cozinha. Ele relacionou ainda o aumento de alimentos, combustíveis e tarifas de transporte ao impacto direto na população de baixa renda.

Na mesma linha, comparou cortes em políticas públicas com escândalos financeiros recentes envolvendo grandes empresas e instituições do mercado. Para o parlamentar, não é possível responsabilizar o Estado por problemas estruturais do setor privado enquanto se reduzem mecanismos de proteção social.

Emanuelzinho afirmou que países considerados desenvolvidos investiram de forma consistente em pesquisa, inovação e formação de capital humano. “Não há milagre a golpe de frase feita”, disse. O deputado também criticou ataques direcionados a professores e pesquisadores universitários nos últimos anos e defendeu que o conhecimento produzido no Brasil seja valorizado internamente.

Ao concluir, reforçou que fortalecer a pesquisa nacional e manter o Estado atuante em áreas estratégicas é, segundo ele, condição para crescimento sustentável. “Fora isso, é balela, é conversa para enganar o povo. Não desenvolve o Brasil um palmo sequer”, afirmou.

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