O clima político em torno de Jair Bolsonaro (PL) voltou a esquentar após a nova medida do Supremo Tribunal Federal. Em Cuiabá, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, reagiu publicamente e criticou o formato da prisão domiciliar imposta ao ex-presidente, afirmando que o modelo não tem respaldo na legislação penal.
A manifestação ocorreu na manhã desta quarta-feira (25), durante visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Questionado sobre o tema, Ananias adotou um discurso direto e evitou linguagem técnica para criticar a decisão.
Segundo ele, não há previsão legal para prisão domiciliar com prazo previamente fixado. Na avaliação do dirigente, o que a legislação prevê é a concessão da medida condicionada ao cumprimento de regras, sem definição antecipada de término.
Ele afirmou que, na prática, esse formato acaba criando pressão sobre o ex-presidente, especialmente diante das condições de saúde relatadas por aliados. Ananias disse que os laudos médicos apresentados devem ser considerados no cumprimento da pena.
A entrevista também teve tom político ao abordar declarações do deputado federal Lindbergh Farias (PT), que afirmou que Bolsonaro já teria tratamento diferenciado no sistema prisional.
Ananias rebateu e fez comparação com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso. Segundo ele, houve diferença de postura por parte de lideranças políticas, o que, na avaliação do dirigente, evidencia disputa política no debate atual.
Para o presidente do PL em Mato Grosso, a defesa de Bolsonaro está baseada em documentos e avaliações médicas. Ele afirmou que não questiona os laudos e que a análise deve seguir critérios técnicos.
A medida do STF segue repercutindo entre lideranças políticas e deve continuar no centro do debate nos próximos dias.









