Pacientes do lado de fora, paredes sendo lixadas e poeira sobre computadores. Foi o que o vereador Dídimo Vovô (PSB) exibiu nesta quinta-feira (15), na tribuna da Câmara de Cuiabá, em vídeo gravado na Unidade de Saúde da Família 1 e 2 do bairro Pedra 90. Segundo o parlamentar, a reforma foi feita em dias úteis, com a unidade aberta. A recepção estaria sem ar-condicionado há um ano e seis meses.
“Cada funcionário tem que trazer o seu ventilador de casa e coloca debaixo dos pés, pelo menos para ter um ar melhor”, afirmou. Dídimo disse que telefonou na quarta-feira (14) para a secretária municipal de Saúde e ouviu que o caso seria analisado. “A gestão já está indo para 50% e não consegue resolver o problema de um ar-condicionado.”
Pela descrição do vereador, a equipe não trabalhou entre sexta e segunda-feira. O serviço foi feito na terça e na quarta, com atendimento em funcionamento, e os pacientes tiveram de esperar fora do prédio. Ele citou situação parecida nas unidades do Jardim Industriário e do Nova Esperança.
O vereador também comparou os gastos com hidrojatos, equipamentos usados na desobstrução de redes. Segundo ele, a gestão anterior pagava cerca de R$ 28 mil por mês por unidade e a atual paga em torno de R$ 130 mil. Com quatro equipamentos, seriam R$ 520 mil mensais. Dídimo afirmou ainda que a Limpurb não tem equipe de poda e que recebeu mais de cem ligações de moradores com ruas interditadas depois da chuva.
O discurso começou pela Justiça. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou, por unanimidade, recurso da prefeitura e manteve suspenso o Decreto 12.169/2026, de 24 de junho. A norma paralisava a análise de loteamentos com lotes menores que 200 metros quadrados ou frente inferior a 10 metros. A relatora, desembargadora Clarice Claudino da Silva, entendeu que o Executivo não pode impor por decreto critérios que dependem de mudança na legislação urbanística aprovada pela Câmara. O julgamento tratou apenas do recurso contra a liminar e não encerra o processo.
Dídimo chamou o decreto de incoerente e disse que o prefeito Abilio Brunini (PL) recorreu a ele porque não tinha votos para aprovar a mudança no Legislativo. Logo depois, ao abrir sua fala, o vereador Alex Rodrigues (Podemos) rebateu a crítica sobre a reforma do posto: “Se pinta, tá ruim. Se não pinta, tá ruim.”
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