Dos partidos com cadeira no Senado, só o Republicanos registrou voto contrário à PEC que acaba com a escala 6x1, aprovada nesta quarta-feira (14) por 75 votos a 1 em dois turnos. O PL, partido com mais senadores ausentes, deu 12 votos favoráveis e respondeu por 3 das 4 ausências registradas em cada votação. Em 20 dos 27 estados, os três senadores votaram sim nos dois turnos, segundo os mapas de votação nominal do Senado.
O único “não” veio do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República, que votou contra nos dois turnos. Os outros cinco senadores do partido votaram a favor: Alan Rick (AC), Angelo Coronel (BA), Damares Alves (DF), Cleitinho (MG) e Roberta Acioly (RR).
No PL, que tem 15 senadores, 12 votaram sim nas duas rodadas. Entre eles estão Flávio Bolsonaro (RJ), Carlos Portinho (RJ), Magno Malta (ES), Astronauta Marcos Pontes (SP), Jorge Seif (SC), Izalci Lucas (DF), Wilder Morais (GO), Efraim Filho (PB), Jaime Bagattoli (RO), Marcos Rogério (RO), Eduardo Gomes (TO) e Wellington Fagundes (MT). Marcio Bittar (AC), Sergio Moro (PR) e Rogerio Marinho (RN) não votaram em nenhum dos dois turnos.
Seis partidos e um senador sem partido votaram em bloco nas duas votações. O PSD, maior bancada da Casa, deu os 14 votos. MDB e PT votaram com os 9 senadores cada um. O PSB contribuiu com 7, o PSDB com 4 e o Podemos com 3. Também votaram a favor Marcos do Val (Avante-ES), Weverton (PDT-MA) e Romário (RJ), registrado sem partido no mapa de votação.
O PP teve 7 votos favoráveis em cada turno, mas com nomes diferentes. Ciro Nogueira (PI) não votou no primeiro turno e votou sim no segundo. Dr. Hiran (RR) fez o caminho inverso: votou sim no primeiro e não registrou voto no segundo. No União Brasil, Jayme Campos (MT) e Professora Dorinha Seabra (TO) votaram a favor. O terceiro senador do partido, Davi Alcolumbre (AP), presidiu a sessão e, pelo regimento, não vota.
Rio Grande do Sul foi o único estado com voto contrário. Ao lado de Mourão, Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP) votaram sim. Outros cinco estados não tiveram os três votos favoráveis em pelo menos um turno, por ausência ou pela presidência da sessão. São eles Acre, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte e Roraima, além do Piauí no primeiro turno.
No recorte regional, Centro-Oeste e Sudeste votaram fechados: os 24 senadores de Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo disseram sim nas duas votações. No Nordeste, foram 26 votos no segundo turno, e a única falta foi a de Marinho. Já o Sul teve a menor adesão, com 7 votos favoráveis em 9 cadeiras: Santa Catarina votou em bloco, mas o Paraná teve a ausência de Moro, e o Rio Grande do Sul, o voto de Mourão.
Em Mato Grosso, os três senadores votaram sim nos dois turnos, cada um de um partido: Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL). Horas antes da votação, Jayme tinha anunciado o voto na tribuna e avisado que não cederia a empresários contrários à mudança. “Não adianta ficarem me telefonando aqui empresários, quero dizer que eu tenho minhas convicções e não abro mão delas”, disse.
A PEC precisava de pelo menos 49 votos em cada turno e passou com 26 votos de folga. O texto garante dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação, chegando a 40 horas em 14 meses, sem nenhuma redução de salário. A proposta está pronta para ser promulgada pelo Congresso Nacional.
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