A vereadora Rosy Prado, do município de Várzea Grande, divulgou nesta quinta-feira (23) uma nota pública em que acusa o colega de parlamento Kleberton Feitoza Eustaquio, do PSB, de tê-la ofendido por meio de aproximadamente oito áudios enviados via WhatsApp na madrugada desta quarta-feira (22), por volta das 22h. Segundo a parlamentar, as mensagens contêm crimes de injúria, calúnia e difamação, incluindo acusações de que ela receberia "mesadinha" — expressão que, conforme a nota, subentende algum tipo de propina — e de que teria beneficiado terceiros com acesso irregular a serviços do SUS.
De acordo com Rosy Prado, o contato inicial de Feitoza teria ocorrido após ele demonstrar descontentamento ao ver um de seus eleitores saindo do gabinete da vereadora. Diante do que classificou como histórico ofensivo do colega, ela afirma ter tomado a precaução de gravar os áudios — enviados em modalidade de visualização única, que impede o reencaminhamento — com um segundo aparelho celular, preservando assim o conteúdo das mensagens como prova.
A vereadora afirma que as acusações também atingiram familiares seus e que o episódio a deixou "muito abalada emocionalmente", além de temerosa por sua integridade física. O abalo emocional motivou sua ausência justificada na sessão da Câmara Municipal realizada nesta quinta-feira, conforme informativo encaminhado à Presidência da Casa antes da divulgação da nota pública.
Rosy Prado citou dois episódios anteriores para contextualizar o que descreveu como "postura agressiva" do vereador: um conflito com a médica Mariana Oliveira Pedroso durante fiscalização em uma unidade de saúde do município e uma condução coercitiva à delegacia por desacato a policiais militares, ocorrida em 2021.
A parlamentar anunciou uma série de medidas que está preparando com sua equipe jurídica. No âmbito administrativo, pretende apresentar representação por quebra de decoro parlamentar à Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Várzea Grande e denúncia formal ao Partido Socialista Brasileiro. Na esfera criminal, planeja acionar o Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Também está prevista ação civil de reparação por danos morais.
A nota encerra com um apelo ao contexto legislativo atual. "Esta vereadora lamenta profundamente que em um momento tão delicado de nossa sociedade, onde os legisladores se organizam para endurecer as regras contra crimes praticados contra a mulher, tenha que conviver, em seu ambiente de trabalho, com um homem como Kleberton Feitoza Eustaquio", afirmou Rosy Prado no documento.









