05 de Abril de 2026
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Senado Federal Sexta-feira, 03 de Outubro de 2025, 13:20 - A | A

Sexta-feira, 03 de Outubro de 2025, 13h:20 - A | A

Senado Federal

Isenção do IR: Senado deve aprovar projeto rapidamente, avaliam senadores

Depois de mais de seis meses de tramitação, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (1º) o projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de ...

 

Depois de mais de seis meses de tramitação, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A proposta (PL 1.087/25), apresentada pelo governo federal, também prevê descontos para salários de até R$ 7.350 e segue agora para o Senado.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a expectativa é votar o texto no Plenário até o início de novembro, após análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). “Tem de passar rápido, porque o brasileiro não quer pagar imposto no ano que vem. Nossa expectativa é que até novembro a gente possa votar. No máximo, no começo de novembro”, disse.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) avaliou que a proposta não enfrentará resistências. “Acho que vai aprovar. É evidente que haverá alguns destaques. A proposta do PL é ampliar a faixa de isenção para R$ 10 mil, e não para R$ 5 mil, que ainda é pouco. Chegando aqui [no Senado], votamos rápido”, declarou.

Na semana passada, a CAE já havia aprovado um projeto semelhante, relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), e encaminhado à Câmara para pressionar os deputados a votar a proposta do Executivo.

Atualmente, estão isentos do IR os contribuintes que recebem até R$ 3.036 por mês. A ampliação da faixa de isenção terá impacto estimado em R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos. Para compensar, o projeto institui um “imposto mínimo” sobre a renda de pessoas físicas de alta renda, que costumam ter parte dos ganhos isentos, como lucros e dividendos.

O novo imposto incidirá sobre rendimentos acima de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil por ano), com alíquota progressiva que pode chegar a 10% para quem ganha R$ 100 mil ou mais mensais. Segundo o governo, cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Hoje, esse grupo paga, em média, 2,5% de IR efetivo sobre seus rendimentos.

O texto aprovado pela Câmara também obriga o Executivo a enviar, em até um ano, uma proposta de política nacional de atualização da tabela do IR. O governo afirma que a medida beneficiará cerca de 15 milhões de pessoas.

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