05 de Novembro de 2026
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Agro Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026, 14:54 - A | A

Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026, 14h:54 - A | A

ALTA DE 94,8%

Preço mínimo da castanha-do-brasil quase dobra em MT e chega a R$ 7,15 o quilo

Pequi, borracha e babaçu também têm reajuste; valores garantem subvenção ao extrativista quando o mercado paga menos

Rojane Marta/Fatos de MT

Ilustração/Criada por IA

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O preço mínimo pago ao extrativista pela castanha-do-brasil em Mato Grosso vai subir de R$ 3,67 para R$ 7,15 o quilo em 2027, alta de 94,8%. A macaúba, no Centro-Oeste e no Sudeste, passa de R$ 0,62 para R$ 1,28, reajuste de 106%. Os novos valores foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional em 22 de outubro e publicados nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União, em portaria do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. A tabela vale de janeiro a dezembro de 2027.

O preço mínimo serve de referência para a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade, operada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Quando o extrativista vende abaixo desse valor, pode receber do governo a diferença como subvenção. Quanto maior o mínimo, maior a proteção para quem coleta frutos e sementes na floresta e no Cerrado.

Outros produtos importantes para Mato Grosso também sobem. O pequi, no Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, vai de R$ 0,69 para R$ 1,15 o quilo, alta de 66,7%. A amêndoa de babaçu, no Nordeste, Norte e Mato Grosso, passa de R$ 7 para R$ 9,15, aumento de 30,7%. A amêndoa de baru, no Centro-Oeste, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, sobe de R$ 35,29 para R$ 38,65, ou 9,5%. A mangaba, no Centro-Oeste e Sudeste, vai de R$ 4,47 para R$ 4,70.

A borracha natural, o cernambi, passa de R$ 7,96 para R$ 11,09 o quilo, alta de 39,3%. Em Mato Grosso, porém, o preço só vale para 28 municípios listados no anexo. A tabela fala em “norte do MT”, mas a lista inclui cidades de outras regiões. Estão nela Alta Floresta, Aripuanã, Barra do Garças, Brasnorte, Castanheira, Colíder, Colniza, Comodoro, Cotriguaçu, Gaúcha do Norte, Juara, Juína, Juruena, Nobres, Nova Mutum, Novo Horizonte do Norte, Paranatinga, Porto dos Gaúchos, Rondolândia, São José do Rio Claro, Vera, Nova Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Porto Esperidião, Indiavaí, Rio Branco, Lambari D’Oeste e Denise.

Nem todos os produtos tiveram reajuste. O açaí, no Nordeste e Norte, segue em R$ 2,28 o quilo, e o buriti, no Norte, em R$ 3,79. A amêndoa de cacau extrativo, no Acre, Amazonas, Amapá e Pará, fica em R$ 11,56.

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