Quem comprou o gel hidratante intravaginal Hidrafemme pela Shopee deve conferir a embalagem antes de usar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso de unidades falsificadas do produto, identificadas pelo lote "lot 2 2511006", e mandou recolher o que estiver no mercado. A Resolução-RE nº 3.850, de 29 de setembro, assinada pela gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, Renata de Lima Soares, saiu no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2).
A falsificação foi descoberta pela Helianto Farmacêutica, empresa que tem o registro do Hidrafemme na Anvisa. Segundo a resolução, a fabricante encontrou unidades à venda na plataforma de comércio eletrônico com várias diferenças em relação ao produto original.
O número de lote "lot 2 2511006" nunca foi vendido no Brasil e não segue o padrão de codificação do Hidrafemme. A caixa é muito menor que a original. Os aplicadores são completamente diferentes e nem cabem dentro da embalagem. No lugar do rótulo original, a bisnaga tem um papel impresso colado.
A Anvisa classificou o caso como falsificação e registrou a empresa responsável como desconhecida, sem CNPJ. O Hidrafemme é registrado como dispositivo médico. Por ser de uso intravaginal, um produto sem origem conhecida não oferece nenhuma garantia de composição, esterilidade ou segurança.
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Como o uso foi proibido, quem tiver em casa uma unidade com esse lote ou com as características descritas pela Anvisa não deve usar o produto. Lojas e vendedores que tenham o item em estoque são obrigados a tirá-lo de circulação.
Na mesma resolução, a Anvisa também proibiu a cola para próteses capilares Ghostbond XL, de fabricante desconhecido, vendida sem registro sanitário.







