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Brasil Sábado, 19 de Setembro de 2026, 15:50 - A | A

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MORTE SOB INVESTIGAÇÃO

Mãe cobra respostas após estudante de Direito de 22 anos ser encontrada morta em condomínio

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do prédio onde morava com o namorado, em Fortaleza; causa da morte segue indefinida

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução

Mãe de universitária morta em condomínio cobra respostas: "Eu preciso de respostas"

Mãe de universitária morta em condomínio cobra respostas: "Eu preciso de respostas"

A morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de domingo (13), é investigada pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, a causa da morte ainda não foi determinada e depende do laudo da Perícia Forense do Estado, que pode levar até 30 dias. O caso teve repercussão depois que a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo de 17 minutos cobrando esclarecimentos.

"Eu preciso de respostas. E eu quero justiça pela minha filha", afirmou a professora, que leciona no curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú. Ela contou que soube da morte apenas na manhã seguinte, quando foi ao prédio depois de passar a noite sem conseguir contato com a filha. Segundo Isorlanda, a informação foi dada pela síndica do condomínio. O corpo já havia sido encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Isabelle cursava o segundo semestre de Direito e pretendia ser advogada criminalista. Em julho, começou um estágio em um escritório de advocacia de Fortaleza. Segundo a mãe, dias depois da contratação, foi transferida para a equipe de um dos sócios, que ocupava cargo de gestão. Em menos de dez dias, os dois começaram um relacionamento. Ele tem 33 anos.

A professora relatou ter estranhado a rapidez do relacionamento. Disse que, durante um fim de semana em que Isabelle esteve em sua casa, a filha recebeu várias mensagens do namorado e afirmou que ele havia pedido para usar o cartão dela. Segundo a mãe, a estudante passou a dormir com frequência no apartamento onde ele morava com familiares e, posteriormente, mudou-se para o local.

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No domingo, Isabelle estava na casa da mãe e reclamava de dores no pescoço. No fim da tarde, informou que iria a uma missa e a uma procissão com o namorado e a mãe dele. Por volta das 19h, trocou as últimas mensagens com a mãe. Depois desse horário, Isorlanda não conseguiu mais contato com a filha.

Na segunda-feira, sem resposta pelo telefone e bloqueada nas redes sociais pelo namorado, a professora foi ao condomínio acompanhada do irmão. O irmão de Isabelle, o psicólogo Rafael Magalhães, afirmou em entrevista à TV Cidade que a família aguarda os laudos periciais e o avanço das investigações.

Segundo Isorlanda, cinco dias depois da morte, ninguém da residência onde Isabelle estava morando havia procurado a família.

As informações sobre o relacionamento e os acontecimentos anteriores à morte foram relatadas pelos familiares. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a causa da morte nem informou haver conclusão sobre eventual participação de terceiros.

A família pede que pessoas que tenham informações sobre o caso procurem a polícia. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo número 181.

 

 

 
 
 
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