A morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de domingo (13), é investigada pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, a causa da morte ainda não foi determinada e depende do laudo da Perícia Forense do Estado, que pode levar até 30 dias. O caso teve repercussão depois que a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo de 17 minutos cobrando esclarecimentos.
"Eu preciso de respostas. E eu quero justiça pela minha filha", afirmou a professora, que leciona no curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú. Ela contou que soube da morte apenas na manhã seguinte, quando foi ao prédio depois de passar a noite sem conseguir contato com a filha. Segundo Isorlanda, a informação foi dada pela síndica do condomínio. O corpo já havia sido encaminhado ao Instituto Médico Legal.
Isabelle cursava o segundo semestre de Direito e pretendia ser advogada criminalista. Em julho, começou um estágio em um escritório de advocacia de Fortaleza. Segundo a mãe, dias depois da contratação, foi transferida para a equipe de um dos sócios, que ocupava cargo de gestão. Em menos de dez dias, os dois começaram um relacionamento. Ele tem 33 anos.
A professora relatou ter estranhado a rapidez do relacionamento. Disse que, durante um fim de semana em que Isabelle esteve em sua casa, a filha recebeu várias mensagens do namorado e afirmou que ele havia pedido para usar o cartão dela. Segundo a mãe, a estudante passou a dormir com frequência no apartamento onde ele morava com familiares e, posteriormente, mudou-se para o local.
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No domingo, Isabelle estava na casa da mãe e reclamava de dores no pescoço. No fim da tarde, informou que iria a uma missa e a uma procissão com o namorado e a mãe dele. Por volta das 19h, trocou as últimas mensagens com a mãe. Depois desse horário, Isorlanda não conseguiu mais contato com a filha.
Na segunda-feira, sem resposta pelo telefone e bloqueada nas redes sociais pelo namorado, a professora foi ao condomínio acompanhada do irmão. O irmão de Isabelle, o psicólogo Rafael Magalhães, afirmou em entrevista à TV Cidade que a família aguarda os laudos periciais e o avanço das investigações.
Segundo Isorlanda, cinco dias depois da morte, ninguém da residência onde Isabelle estava morando havia procurado a família.
As informações sobre o relacionamento e os acontecimentos anteriores à morte foram relatadas pelos familiares. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a causa da morte nem informou haver conclusão sobre eventual participação de terceiros.
A família pede que pessoas que tenham informações sobre o caso procurem a polícia. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo número 181.
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