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Brasil Sábado, 26 de Setembro de 2026, 11:46 - A | A

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RENOE

PMs poderão atuar fora de seus estados em rede nacional contra facções

Portaria transforma em rede permanente as operações nacionais que reuniram as 27 Polícias Militares desde 2024.

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução

Policiais militares poderão atuar em outros estados em operações contra o crime organizado

Policiais militares poderão atuar em outros estados em operações contra o crime organizado

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) oficializou a Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe), que integra batalhões especiais, táticos e de inteligência das Polícias Militares do país contra o crime organizado. A portaria foi assinada pelo secretário nacional Francisco Lucas Costa Veloso, o Chico Lucas, e publicada na sexta-feira (25) em edição extra do Diário Oficial da União. Pelas regras, policiais militares de um estado poderão atuar temporariamente em outro, em operações integradas coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A Renoe já funcionava como projeto. Em junho de 2025, a segunda operação da rede reuniu as PMs das 27 unidades da Federação e terminou, segundo o ministério, com mais de mil presos, 123 armas e 5 toneladas de drogas apreendidas. A quarta edição ocorreu em maio deste ano. A portaria cria agora uma estrutura permanente, com regras de adesão, planejamento e prestação de contas.

Cada estado precisa assinar um acordo de adesão com a Senasp, em modelo aprovado pela Advocacia-Geral da União. A atuação de PMs fora do estado de origem exige três condições: que os dois estados tenham aderido, que o secretário de Segurança do estado que recebe a tropa autorize e que o estado de origem concorde antes. O policial mantém o vínculo com a corporação de origem, e as diárias seguem a lei da Força Nacional.

A Senasp coordena o planejamento, mas o texto deixa claro que isso não significa comando sobre as tropas estaduais. Cada operação terá um plano tático integrado, e a execução fica com as forças de cada estado. Pedidos de apoio devem ser feitos com pelo menos 30 dias de antecedência, salvo emergência justificada.

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Órgãos públicos e entidades privadas poderão colaborar com a rede mediante acordo específico. As empresas ficam proibidas de fazer policiamento ostensivo, atuar em inteligência ou acessar informação sigilosa. A adesão não garante repasse automático de dinheiro ou equipamentos, e o apoio federal depende de orçamento.

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